O general Paulo Viegas Nunes vai assumir, a 25 de maio, a presidência do Conselho de Administração da SIRESP S.A., regressando assim à liderança da estrutura responsável pela rede nacional de comunicações de emergência.
A decisão foi tomada esta sexta-feira em assembleia geral da sociedade e anunciada pelo Ministério da Administração Interna (MAI), que sublinha o enquadramento da nomeação num “momento estratégico de modernização e reforço” da infraestrutura.
Paulo Viegas Nunes já tinha exercido funções de liderança no SIRESP entre 2022 e 2024, iniciando agora um novo mandato numa fase marcada por investimentos destinados a reforçar a autonomia energética, a cobertura, a redundância e a capacidade tecnológica da rede.
Segundo o MAI, está em curso um programa de investimento que visa garantir a continuidade operacional e a fiabilidade do sistema utilizado pelas forças de segurança, proteção civil, emergência médica e demais entidades do Estado integradas na rede.
O ministério destaca ainda que a modernização do SIRESP pretende reforçar a capacidade de resposta em cenários de crise, acompanhar a evolução das comunicações críticas e aumentar a robustez de uma infraestrutura considerada estratégica para a segurança nacional.
General do Exército, Paulo Viegas Nunes é licenciado e mestre em Ciências Militares pela Academia Militar, bem como em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores pelo Instituto Superior Técnico, e doutorado em Ciências da Informação pela Universidade Complutense de Madrid.
Ao longo da sua carreira, desempenhou funções de comando, estado-maior e ensino nas Forças Armadas, tendo participado em missões internacionais no âmbito da ONU, da União Europeia e da NATO.
Entre os cargos de maior relevo contam-se a direção da Direção de Comunicações e Sistemas de Informação do Exército, o comando da NATO CIS School, em Itália, e funções de liderança na NCI Academy, em Oeiras.
O MAI sublinha que a experiência do novo presidente nas áreas das comunicações críticas, cibersegurança e interoperabilidade tecnológica constitui um contributo relevante para a evolução do sistema, considerado essencial à resposta operacional do Estado em situações de emergência.
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