A procura por casas para arrendar em Braga diminuiu 6% no primeiro trimestre de 2026 face ao mesmo período do ano passado, contrariando a tendência de crescimento verificada em várias cidades portuguesas. Já em Viana do Castelo, a procura aumentou 8%, segundo uma análise divulgada pelo idealista.
De acordo com o estudo, cada anúncio de arrendamento em Portugal recebeu, em média, 24 contactos durante os primeiros três meses do ano, o que representa um aumento de 20% em comparação com igual período de 2025.
O aumento da procura surge numa altura em que as rendas registaram uma descida média de 2,7% no início do ano, contribuindo para intensificar a competição entre famílias à procura de habitação.
“Os dados revelam que a procura por casas para arrendar continua bastante acima da oferta disponível em várias zonas do país. A pressão sobre o mercado mantém-se elevada, sobretudo nos grandes centros urbanos, onde continua a existir forte competição entre famílias por cada casa anunciada”, afirmou Ruben Marques, porta-voz do idealista.
No caso de Braga, a média foi de 16 contactos por cada casa colocada no mercado de arrendamento, um valor ainda significativo apesar da redução da procura. Já Viana do Castelo registou 14 contactos por anúncio, posicionando-se num nível intermédio de pressão no mercado habitacional.
A nível nacional, Leiria liderou a procura, com uma média de 31 contactos por anúncio. Seguiram-se Santarém, com 29 contactos, Faro com 27, e Beja e Castelo Branco, ambas com 26.
O estudo mostra ainda que a procura aumentou em nove capitais de distrito e diminuiu em oito. O maior crescimento verificou-se no Porto, onde a procura disparou 82% face ao ano anterior.
Em sentido contrário, Vila Real apresentou a maior quebra, com uma descida de 33%, seguida da Guarda (-25%) e de Évora (-24%).



