O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, afirmou esta quinta-feira que, até ao momento, não existe informação sobre cidadãos portugueses entre as vítimas dos dois fortes sismos que atingiram a Venezuela e que já provocaram pelo menos 32 mortos e mais de 700 feridos.
Em declarações à agência Lusa, o governante explicou que as autoridades portuguesas estão a acompanhar permanentemente a situação através da rede diplomática e consular instalada no país sul-americano, bem como através de contactos com representantes da comunidade portuguesa.
“Para já não. Temos feito múltiplos contactos. Temos todos os nossos serviços no terreno, embaixada e consulados e até com pessoas que conheço do movimento associativo e, até ao momento, não temos conhecimento de vítimas portuguesas”, afirmou Emídio Sousa.
Apesar da ausência de registos de vítimas portuguesas, o secretário de Estado admitiu que o cenário permanece complexo, tendo em conta os danos provocados pelos sismos e as dificuldades enfrentadas pelas equipas de emergência.
“A situação está difícil, com derrocadas de alguns edifícios. É possível que haja [vítimas portuguesas], mas para já não temos nenhuma informação de vítimas portuguesas”, acrescentou.
Operações de resgate continuam
Os dois sismos, de magnitude 7,5 e 7,2 na escala de Richter, ocorreram na quarta-feira com apenas 39 segundos de intervalo, provocando danos significativos em várias regiões da Venezuela, particularmente na zona norte do país.
Segundo a presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, o estado de La Guaira, próximo de Caracas, foi a região mais afetada, tendo sido declarado como “zona de desastre”.
As autoridades venezuelanas mantêm em curso uma vasta operação de busca e salvamento, envolvendo centenas de operacionais, forças de segurança e equipas especializadas, numa corrida contra o tempo para localizar sobreviventes entre os escombros.
Rodríguez admitiu que o número de vítimas poderá aumentar nas próximas horas e dias, à medida que prosseguem os trabalhos de resgate e a avaliação dos danos causados pelos abalos sísmicos.
Comunidade portuguesa em alerta
A Venezuela alberga uma das maiores comunidades portuguesas da América Latina, concentrada sobretudo na região de Caracas e nos estados de Miranda, Aragua, Carabobo e La Guaira.
Face à dimensão da tragédia, os serviços diplomáticos portugueses continuam a monitorizar a situação e a manter contactos permanentes com as autoridades locais e com as estruturas associativas da comunidade luso-venezuelana.
O Governo português garante que continuará a acompanhar a evolução dos acontecimentos, numa altura em que milhares de pessoas permanecem afetadas pelos efeitos dos sismos e em que as equipas de emergência procuram ainda determinar a verdadeira dimensão da catástrofe.



