Terminou esta terça-feira mais uma edição da tradicional marcação dos garranos na Serra de Santa Luzia, em Viana do Castelo, uma iniciativa que voltou a envolver criadores, técnicos e entidades locais num processo essencial para o maneio e preservação desta raça autóctone.
A ação foi promovida pela Associação de Criadores de Garranos e Barrosã de Santa Luzia, com sede em Outeiro, e incidiu sobre cerca de 400 cavalos garranos que vivem em regime de liberdade no planalto da serra.
Ao longo do fim de semana, as operações incluíram a reunião das manadas dispersas, a desparasitação dos animais, a marcação dos potros nascidos no último ano e a contagem dos efetivos, garantindo o acompanhamento sanitário e a correta identificação dos exemplares.
Mais do que um procedimento técnico, a iniciativa mantém um forte caráter comunitário e cultural, sendo considerada um dos momentos mais emblemáticos da vida na Serra de Santa Luzia. A prática preserva saberes ancestrais associados ao maneio de equinos em liberdade e reforça a ligação entre as populações locais e o território.
A marcação anual dos garranos assume também um papel determinante na conservação da raça Garrana, um dos símbolos mais representativos do Alto Minho, contribuindo simultaneamente para a preservação do equilíbrio ecológico e da identidade cultural das paisagens de montanha da região.













