O número de vítimas mortais provocadas pelos fortes sismos que atingiram a Venezuela subiu para 589, segundo o mais recente balanço divulgado pelas autoridades venezuelanas. Entre os mortos estão nove cidadãos portugueses, elevando também o impacto da tragédia junto da comunidade lusa residente no país.
A atualização foi anunciada pela presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, que revelou ainda que foram contabilizados 2.980 feridos, numa revisão significativa dos números anteriormente conhecidos.
O novo balanço representa um agravamento expressivo da situação, mais do que duplicando os dados divulgados na atualização anterior, que apontava para 235 mortos e 4.300 feridos.
As equipas de proteção civil, forças de segurança, militares e serviços de emergência continuam mobilizadas nas operações de busca e salvamento, sobretudo nas regiões mais afetadas pelos abalos sísmicos, onde permanecem pessoas desaparecidas e comunidades isoladas.
As autoridades mantêm igualmente os trabalhos de identificação das vítimas e de assistência às populações desalojadas, enquanto decorre a avaliação dos elevados danos provocados nas infraestruturas, habitações e equipamentos públicos.
A confirmação da morte de nove portugueses agrava o impacto da tragédia junto da comunidade portuguesa radicada na Venezuela, uma das maiores da América Latina. As autoridades portuguesas acompanham a evolução da situação através da rede consular e em articulação com as autoridades venezuelanas.
O Governo venezuelano admite que o número de vítimas poderá continuar a aumentar nas próximas horas, à medida que prosseguem as operações de resgate e chegam informações provenientes das zonas de mais difícil acesso.



