Um militar da GNR efetuou vários disparos para o ar, esta sexta-feira, nas instalações do Centro de Formação da Guarda, em Portalegre, pouco depois da cerimónia de juramento de bandeira, numa altura em que o ministro da Administração Interna e o comandante-geral da GNR ainda se encontravam no local.
Segundo informações avançadas pelo Correio da Manhã, o militar terá agido num contexto de desespero relacionado com problemas de saúde pessoais e com a situação clínica de um filho menor.
Minutos antes da ocorrência, o militar contactou um jornalista daquele diário, enviando mensagens nas quais afirmava que “eles vão ter de me ouvir” e descrevia as dificuldades que atravessava. De acordo com a mesma fonte, em nenhum momento terá anunciado a intenção de utilizar uma arma de fogo. Pouco depois, durante um telefonema com o jornalista, ouviram-se os disparos.
A situação obrigou à intervenção dos elementos policiais presentes nas instalações, não tendo resultado quaisquer feridos nem danos materiais.
Em comunicado, a GNR confirmou que “durante a manhã de hoje, 26 de junho, nas instalações do Centro de Formação de Portalegre, um militar, que se encontrava de serviço interno, efetuou disparos para o ar com a arma de serviço, não tendo daí resultado quaisquer feridos ou danos materiais”.
A Guarda acrescenta que o militar “aparentava instabilidade do foro psicológico”, tendo sido de imediato acompanhado pelos serviços clínicos da instituição, sublinhando que a situação foi rapidamente controlada.
A ocorrência foi comunicada à Polícia Judiciária Militar e ao Ministério Público. A GNR não esclareceu se o militar foi formalmente detido.



