A Venezuela continua a enfrentar uma das maiores tragédias da sua história recente, vários dias após os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 que atingiram o país a 24 de junho. Apesar da passagem do tempo, as equipas de busca e salvamento mantêm as operações na esperança de encontrar sobreviventes entre os escombros.
Segundo os dados mais recentes, cerca de 50 mil pessoas continuam desaparecidas, enquanto o número de vítimas mortais já ultrapassa as 1.400. Entre os mortos encontram-se cerca de 50 portugueses e lusodescendentes, permanecendo outros 80 desaparecidos ou incontactáveis.
Embora as probabilidades de encontrar sobreviventes diminuam significativamente com o passar das horas, os trabalhos de resgate continuam a proporcionar momentos de esperança. Nas últimas horas, várias pessoas foram retiradas com vida dos escombros graças ao esforço conjunto das equipas de emergência nacionais e internacionais.
Entre os países que integram a resposta humanitária está Portugal, que enviou para a Venezuela a Força Conjunta Nacional (FCN), composta por 64 profissionais especializados em operações de busca e salvamento urbano.
A missão portuguesa reúne elementos da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS) da Guarda Nacional Republicana, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), preparados para atuar em cenários de elevada complexidade, incluindo localização e resgate de vítimas, resposta a catástrofes e prestação de cuidados médicos de emergência.
As equipas internacionais continuam a trabalhar sem interrupção nas zonas mais afetadas, recorrendo a equipamentos especializados e cães de busca para localizar possíveis sobreviventes.
Enquanto decorrem as operações de salvamento, as autoridades venezuelanas e os organismos internacionais alertam para a dimensão da catástrofe humanitária, numa corrida contra o tempo para encontrar pessoas com vida sob os escombros e prestar assistência às populações afetadas.



