O Bloco de Esquerda (BE) de Vila Verde apelou à Câmara Municipal para que reforce as medidas de mitigação e resposta à atual vaga de calor, alertando para os riscos que as temperaturas extremas representam para a saúde pública e para a necessidade de proteger os grupos mais vulneráveis do concelho.
Num documento dirigido à presidente da autarquia, Júlia Fernandes, o núcleo concelhio do partido lembra que Vila Verde se encontra sob aviso laranja e vermelho emitido pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), sublinhando que o calor extremo é atualmente “o risco climático que mais mata na Europa”.
O BE refere que a atual situação ocorre num contexto de fenómenos climáticos cada vez mais frequentes e intensos, recordando os incêndios registados nos últimos anos na região. Na perspetiva do partido, estes episódios demonstram a necessidade de respostas municipais “coordenadas, antecipadas e tecnicamente fundamentadas”.
No documento, o Bloco considera que, apesar de o município dispor de instrumentos como a Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas e o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, estes “exigem atualização e operacionalização reforçada”.
O partido identifica como grupos particularmente expostos os trabalhadores municipais que desempenham funções no exterior, pessoas em situação de sem-abrigo, famílias que vivem em habitações sem condições térmicas adequadas, idosos isolados, doentes crónicos, crianças e jovens em equipamentos educativos, bem como utilizadores de transportes públicos e de espaços públicos.
Ao abrigo do Estatuto do Direito de Oposição, o BE dirigiu cinco questões à presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, solicitando esclarecimentos sobre as medidas em curso para proteger os trabalhadores expostos ao calor, a articulação entre a autarquia, juntas de freguesia, Proteção Civil, serviços de saúde e instituições sociais, os mecanismos de comunicação à população, a existência de um plano de contingência para episódios de calor extremo e a atualização dos principais instrumentos municipais de adaptação às alterações climáticas.
O Bloco de Esquerda defende ainda a implementação de medidas já adotadas por outras autarquias, como sistemas municipais de alerta climático, redes de refúgios de calor, protocolos de proteção laboral, vigilância ativa das populações vulneráveis e campanhas permanentes de sensibilização.



