Portugal vai acionar o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e os acordos bilaterais de cooperação com Espanha e Marrocos para reforçar os meios de combate aos incêndios rurais, anunciou esta sexta-feira o primeiro-ministro, Luís Montenegro, no final da reunião do Conselho de Ministros, realizada em Guimarães.
O chefe do Governo explicou que a decisão tem um caráter preventivo e visa reforçar a capacidade de resposta face ao elevado risco de incêndio que abrange praticamente todo o território continental.
“Temos todo o território sob risco muito elevado e entendemos que seria mais adequado termos disponibilidade e um reforço vindo dos nossos aliados, nesta luta contra o fogo”, afirmou Luís Montenegro.
O primeiro-ministro garantiu, contudo, que a capacidade nacional de combate aos incêndios não está esgotada, sublinhando que o recurso ao apoio internacional pretende evitar a deslocação constante de meios entre diferentes regiões do país.
“Queremos que todos os meios que estão dispersos por todo o território estejam em prontidão imediata, caso possam ocorrer necessidades nas zonas em que estão localizados”, explicou, acrescentando que o objetivo passa por evitar a deslocalização de recursos “de umas regiões para as outras”.
A decisão surge numa altura em que o Governo decretou a situação de alerta para todo o território continental, em vigor desde as 00h00 desta sexta-feira até às 23h59 de segunda-feira, devido ao agravamento significativo do risco de incêndios rurais.
O cenário é agravado pelas previsões meteorológicas que apontam para temperaturas muito elevadas, levando o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) a colocar 12 distritos do continente sob aviso vermelho devido ao calor extremo.
O Mecanismo Europeu de Proteção Civil permite aos Estados-membros da União Europeia e a outros países participantes solicitar assistência internacional para reforçar os meios de resposta em situações de emergência. Em paralelo, os acordos bilaterais existentes com Espanha e Marrocos possibilitam a rápida mobilização de recursos, incluindo aeronaves especializadas no combate aos incêndios florestais.
Com esta medida, o Executivo pretende garantir uma resposta mais robusta perante um período considerado de elevado risco, reforçando preventivamente o dispositivo nacional de proteção e socorro.



