Os incêndios rurais ativos nos concelhos de Vouzela e Mangualde, ambos no distrito de Viseu, mobilizavam cerca das 11h30 deste sábado um total de 1.274 operacionais, apoiados por 410 veículos e 14 meios aéreos, de acordo com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
O incêndio de Vouzela, que deflagrou na madrugada de quinta-feira na localidade de Tourelhe, continua a ser o que mais preocupa as autoridades e aquele que concentra o maior dispositivo de combate a nível nacional.
Segundo o oficial de operações da ANEPC, José Rodrigues, estavam mobilizados para este teatro de operações 1.174 operacionais, apoiados por 390 meios terrestres e dez meios aéreos.
Em declarações à agência Lusa, o responsável explicou que o incêndio registou uma evolução favorável durante a última noite, beneficiando da descida da temperatura, do aumento da humidade e da diminuição da intensidade do vento.
“Os operacionais conseguiram debelar algumas das frentes de incêndio e reduzir substancialmente a dimensão de outras”, afirmou José Rodrigues, acrescentando, no entanto, que o combate continua a decorrer “com alguma apreensão” perante as condições meteorológicas previstas para as próximas horas.
A ANEPC não adiantou, para já, o número de pessoas que tiveram de abandonar preventivamente as suas habitações devido à aproximação das chamas, remetendo essa informação para o posto de comando da operação.
Entretanto, um novo incêndio deflagrou cerca das 10h00 deste sábado na zona de Mangualde, também no distrito de Viseu. Cerca das 11h30, o fogo mobilizava 100 operacionais, 20 veículos e quatro meios aéreos.
Segundo José Rodrigues, trata-se de um incêndio em fase inicial, mas que obrigou ao reforço imediato dos meios de combate, incluindo a deslocação de meios aéreos que estavam empenhados noutros teatros de operações.
Já os incêndios que lavravam nos concelhos de Barcelos, no distrito de Braga, e de Setúbal entraram durante a madrugada em fase de resolução, encontrando-se atualmente em trabalhos de rescaldo e consolidação, depois de a evolução do combate ter sido considerada favorável.
Portugal continental permanece sob forte pressão devido à onda de calor. O Governo mantém a situação de alerta até às 23h59 de segunda-feira, devido ao agravamento do risco de incêndio rural.
Também este sábado, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou 13 dos 18 distritos do continente sob aviso vermelho, o mais elevado da escala, devido às temperaturas extremas, que poderão atingir os 44 graus Celsius em algumas regiões do país.



