Faz hoje dez anos que Portugal viveu o momento mais marcante da sua história no futebol. A 10 de julho de 2016, a seleção nacional conquistou, pela primeira vez, o Campeonato da Europa, ao derrotar a França por 1-0 na final disputada no Stade de France, em Saint-Denis.
Perante mais de 75 mil espectadores e frente à seleção anfitriã, Portugal resistiu durante 120 minutos e escreveu uma das páginas mais memoráveis do desporto nacional. O único golo da partida surgiu aos 109 minutos, já no prolongamento, quando Éder recebeu a bola à entrada da área e desferiu um remate rasteiro e colocado que bateu Hugo Lloris, fazendo explodir de alegria milhões de portugueses.
A conquista ganhou contornos ainda mais épicos devido à saída precoce de Cristiano Ronaldo, lesionado após um choque com Dimitri Payet ainda na primeira parte. O capitão português abandonou o relvado em lágrimas, mas acompanhou o restante encontro junto à linha lateral, incentivando os companheiros até ao apito final.
Sob o comando de Fernando Santos, Portugal alcançou um feito inédito, conquistando o primeiro grande título da história da seleção nacional. Ao longo da competição, a equipa destacou-se pela consistência defensiva, pela capacidade de superação e pelo espírito coletivo, eliminando a Croácia, a Polónia e o País de Gales antes de vencer a França na final.
O golo de Éder tornou-se um dos momentos mais icónicos do futebol português e permanece na memória coletiva como o instante que colocou Portugal no topo do futebol europeu. A conquista do Euro 2016 marcou uma geração de jogadores e adeptos, abrindo caminho para novos sucessos, entre os quais a vitória na Liga das Nações, em 2019.
O momento do remate 🚀 ➡️ 𝗢 𝗱𝗲𝘀𝗳𝗲𝗰𝗵𝗼 🏆#FazHistória | @UEFAEURO pic.twitter.com/iOedGTzBfS
— Portugal (@selecaoportugal) July 10, 2025
Dez anos depois, o triunfo de Saint-Denis continua a ser recordado como uma das maiores conquistas da história do desporto português e um símbolo da capacidade de superação de uma equipa que desafiou todas as previsões para erguer o troféu Henri Delaunay pela primeira vez.



