O ministro da Educação, Fernando Alexandre, anunciou esta segunda-feira a criação de uma época especial de candidatura à segunda fase do Ensino Superior, destinada aos alunos que tenham pedido a reapreciação das provas de exame e que, por esse motivo, não consigam apresentar a candidatura dentro do prazo previsto.
A decisão foi anunciada em conferência de imprensa, na qual o governante esclareceu que o calendário dos exames nacionais não será alterado e que a classificação eletrónica das provas se mantém como modelo de correção.
Na terça-feira arrancam os primeiros exames nacionais da segunda fase, mantendo-se inalterado o processo de classificação digital, que o ministro voltou a defender. Como exemplo, referiu o caso da disciplina de Física e Química, onde um erro na correção afetou 12.613 alunos. Após a revisão, 11.496 estudantes viram a sua classificação aumentar, enquanto 1.117 tiveram a nota revista em baixa.
Fernando Alexandre confirmou também que se mantém a taxa de 25 euros para os pedidos de reapreciação das provas, considerando que este valor funciona como uma “taxa moderadora”, incentivando uma avaliação ponderada por parte dos alunos e encarregados de educação antes de avançarem com o pedido.
Atualmente, a consulta da prova corrigida em formato digital é gratuita. No entanto, caso o aluno entenda que a classificação deve ser revista, pode requerer a reapreciação mediante o pagamento daquele montante.
Os resultados das reapreciações serão divulgados a 07 de agosto, já após o término do prazo normal de candidatura à primeira fase do Ensino Superior. Nestes casos, os estudantes dispõem de um prazo adicional de três dias para submeter a candidatura quando a reapreciação ou reclamação implique alteração da classificação. A nova época especial agora anunciada pretende responder às situações em que os resultados da reapreciação inviabilizem também a candidatura atempada à segunda fase.



