Andy Burnham foi oficialmente nomeado esta segunda-feira primeiro-ministro do Reino Unido, depois de ter sido convidado pelo Rei Carlos III a formar um novo Governo, na sequência da sua eleição como líder do Partido Trabalhista.
A nomeação decorreu durante uma audiência no Palácio de Buckingham, em Londres, tendo a Casa Real confirmado o desfecho através de um comunicado. “Sua Majestade concedeu audiência ao Excelentíssimo Senhor Andrew Burnham, deputado, e solicitou-lhe que formasse um novo Governo. O Excelentíssimo Senhor Andrew Burnham, deputado, aceitou a proposta do Rei”, refere a nota divulgada pelo Palácio.
O encontro entre o monarca e o novo chefe do Governo é tradicionalmente conhecido como o kissing hands (“beija-mão”), embora a designação seja hoje apenas simbólica e já não corresponda ao protocolo efetivamente seguido.
A nomeação de Burnham decorre de acordo com a tradição constitucional britânica, segundo a qual o líder do partido que reúne uma maioria na Câmara dos Comuns é convidado pelo soberano a formar Governo, não sendo necessária a realização de eleições legislativas quando existe uma transição de liderança dentro do partido no poder.
Pouco antes da audiência com Burnham, o Rei Carlos III recebeu o agora ex-primeiro-ministro Keir Starmer, que formalizou a sua demissão, cerca de um mês após ter anunciado a renúncia à liderança do Partido Trabalhista, abrindo caminho a uma sucessão interna.
Na despedida, em Downing Street, Starmer fez um balanço positivo do período em que liderou o executivo, afirmando deixar o cargo com “orgulho” pelo trabalho desenvolvido e convicto de que o Reino Unido está “mais forte e mais justo” do que quando assumiu funções, há dois anos.
Com a nomeação oficial de Andy Burnham, inicia-se uma nova etapa da governação trabalhista, cabendo agora ao novo primeiro-ministro formar o executivo e definir as prioridades políticas para os próximos meses.



