A Unidade de Hospitalização Domiciliária (UHD) da Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga assinala, esta sexta-feira, um ano de atividade com mais de 120 utentes acompanhados no domicílio e um total de 2.439 visitas realizadas pelas equipas de saúde.
Desde o arranque do serviço, em julho de 2025, a atividade da UHD permitiu uma poupança estimada de 1.380 dias de internamento no Hospital de Braga, contribuindo para libertar camas destinadas a outras necessidades assistenciais. Para garantir os cuidados de saúde em casa dos utentes, as equipas percorreram cerca de 36 mil quilómetros pelos concelhos abrangidos pelo serviço.
O presidente do Conselho de Administração da ULS Braga, Américo Afonso, considera que o primeiro ano de funcionamento confirma a eficácia deste modelo de cuidados.
“Este primeiro ano de atividade da Hospitalização Domiciliária confirma que este é um modelo de cuidados com resultados concretos, tanto para os utentes como para a organização interna do hospital. Conseguimos levar cuidados de qualidade até à casa das pessoas, com todas as garantias clínicas, e ao mesmo tempo libertar recursos hospitalares para quem deles precisa. É um caminho que queremos continuar a reforçar”, afirma.
A Hospitalização Domiciliária é uma modalidade de internamento que permite aos utentes receberem cuidados hospitalares na própria residência, mantendo os mesmos critérios clínicos e níveis de exigência de um internamento convencional. O modelo procura proporcionar maior conforto e autonomia aos doentes, permitindo-lhes permanecer no ambiente familiar, sempre com acompanhamento clínico contínuo.
Atualmente, a UHD presta cuidados a utentes residentes nos concelhos de Braga, Amares, Vila Verde, Terras de Bouro, Vieira do Minho e Póvoa de Lanhoso, desde que a residência se encontre a uma distância máxima de 30 quilómetros ou cerca de 30 minutos do Hospital de Braga.
A referenciação dos doentes pode ser feita pelos serviços de internamento, consultas externas, hospitais de dia, serviço de urgência ou através da transferência de outras unidades hospitalares, estando sempre dependente da avaliação da equipa da Hospitalização Domiciliária e da aceitação voluntária do utente e da respetiva família ou cuidador.



