O Rock no Rio Febras arranca hoje, na Quinta da Ponte, em Briteiros, Guimarães, para dois dias de música, convívio e solidariedade, numa edição que reforça a ligação à comunidade local e aposta na sustentabilidade ambiental.
O cartaz de 2026 reúne alguns dos nomes mais relevantes do panorama rock nacional e internacional, com destaque para Blind Zero, The Last Internationale, Clã, Wolfmother, Them Flying Monkeys, Dapunksportif e The Twist Connection, além da participação de vários projetos musicais locais.
A primeira noite do festival, esta sexta-feira, contará com atuações de Clã, The Last Internationale, Them Flying Monkeys e This Penguin Can Fly, banda da região. Já no sábado, o palco recebe Wolfmother, Blind Zero, Dapunksportif, The Twist Connection, Noise At Valve e Correr Andar.
Mais do que um evento musical, o Rock no Rio Febras mantém a sua identidade solidária, uma característica presente desde a primeira edição, em 2022. A receita gerada pelo festival tem apoiado a atividade da Casa do Povo de Briteiros, contribuindo para o desenvolvimento das suas respostas sociais e para projetos futuros, como a criação de um lar de idosos, cujo terreno já foi adquirido.
“É isso que distingue o Rock no Rio Febras: a sua manta de solidariedade”, destaca Vasco Marques, membro da organização, sublinhando o impacto positivo que o evento tem na comunidade.
A edição deste ano conta ainda com o reconhecimento da Guimarães 26 – Capital Verde Europeia, reforçando a aposta do festival em práticas ambientalmente responsáveis. Entre as medidas previstas estão a utilização de produtos alimentares provenientes de produtores locais, a disponibilização gratuita de água aos visitantes, a recolha de beatas e o incentivo à utilização de transportes coletivos.
O Laboratório da Paisagem volta também a associar-se ao evento, acompanhando a avaliação dos impactos ambientais, sociais e económicos do festival.
A ligação às novas gerações é outro dos pilares desta edição, através do projeto “Life on Febras”, que envolve seis escolas do 1.º ciclo do Agrupamento de Escolas de Briteiros. A iniciativa, desenvolvida por professores de Artes Performativas e Visuais, culminará numa apresentação inspirada numa música de David Bowie.
“Os alunos estão completamente envolvidos no projeto”, afirmou o professor Paulo César Gonçalves, destacando o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos meses.
Com um palco renovado na Quinta da Ponte, melhorado e com melhores condições de acessibilidade, a organização espera superar os números da edição anterior, que reuniu cerca de 30 mil pessoas, apontando agora para um novo recorde de aproximadamente 35 mil visitantes.
O crescimento do festival ficou também marcado pelo episódio de 2023, quando a então designação “Rock in Rio Febras” motivou uma notificação devido à semelhança do nome com outro grande evento musical. Desde então, o festival consolidou a sua identidade como Rock no Rio Febras, mantendo a aposta na música, no voluntariado e no envolvimento comunitário.
Com entrada gratuita e uma forte componente de proximidade, o evento afirma-se como um exemplo de como uma iniciativa local pode crescer sem perder as suas raízes, conciliando cultura, responsabilidade social e preocupação ambiental.



