O INEM e a Proteção Civil alertam que a falha de energia pode comprometer a eficácia de medicamentos essenciais, como a insulina que precisam de refrigeração e apela à população para vigiar sinais de perda de controlo da doença.
O alerta do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), publicados nas respetivas redes socais, surge na sequência das falhas de eletricidade em várias zonas do país devido ao mau tempo que deixou 86 mil pessoas sem energia elétrica.
Segundo as organizações, a perda do frio adequado pode levar à redução do efeito terapêutico com impacto na segurança dos doentes.
“Nem sempre existem sinais visíveis de alteração, mas a perda do efeito terapêutico pode colocar o doente em risco”, alertam.
Os riscos associados à alteração dos medicamentos são “a diminuição ou ausência do efeito do medicamento, descompensação de doenças crónicas e agravamento súbito do estado clínica”.
O INEM e a Proteção Civil explicam que alguns medicamentos habitualmente guardados nos frigoríficos podem perder eficácia se a temperatura não for mantida entre 2 e 8 graus celsius, nomeadamente insulina, medicamentos biológicos injetáveis, algumas hormonas injetáveis, antibióticos líquidos reconstituídos e alguns colírios.
Aconselham ainda que, no caso de falha de frio, os medicamentos devem ser conservados em local fresco, seco e protegidos da luz, nunca devem ser congelados, e os doentes devem vigiar sinais de perda de controlo da doença.
Em caso de dúvida, as pessoas devem ligar para a Linha SNS 24 (808 24 24 24) ou procurar orientação de um profissional de saúde e, em situação de emergência, ligar para o 112.
O mau tempo da madrugada desta quinta-feira fez aumentar para 86 mil o número de clientes sem energia elétrica, segundo a informação divulgada pela E-Redes.



