A autarca de Gême, Vila Verde, mostra-se «desesperada» com o lixo acumulado e «a crescer todos os dias» no ecoponto localizado na rua da Igreja, em frente à escola primária. «Para além da falta de recolha, as pessoas passam de outras freguesias e ainda acumulam mais», refere Natália Carvalho, em declarações ao jornal ‘O Vilaverdense’.
A presidente de junta assume que «a recolha de lixo não está a correr nada bem. Estou exausta de tanto ouvir as pessoas, com razão, a protestar. Percebo que é preciso ajustar nesta fase de transição para a nova empresa, mas já houve tempo. Alguma coisa não está bem!».
A posição da autarca vai de encontro a outros autarcas do concelho, que também desesperam com a anunciada normalização.
Nos últimos dias, também fruto do substancial aumento da população residente – decorrente do período de férias de milhares de emigrantes/migrantes de regresso às suas terras natal –, a produção de lixo tem aumentado e os autarcas começam a sentir a pressão.
Natália Carvalho pede «soluções concretas. Resolvam isto!»
FREIRIZ COM CHEIROS ‘INSUPORTÁVEIS’
Uma das situações que nos foi reportada nas últimas horas diz respeito à freguesia de Freiriz, Vila Verde, onde é denunciada a passagem do camião do lixo «na segunda-feira, de manhã, e – como sempre – só tirou por cima, deixando os contentores cheios».
Lixo acumulado em Freiriz
A cidadã local denuncia que, «com o calor que tem estado, é insuportável o cheiro; não se consegue ter as janelas abertas. E as pessoas veem esta situação e continuam a pôr lixo. Muitas delas nem do carro saem atiram com o lixo».
A difícil e lenta transição para a nova empresa de recolha de resíduos sólidos, a juntar ao acréscimo da população no Verão e à falta de civismo, está a complicar e a tornar este processo complexo e «desesperante» em algumas freguesias.






