Pichagens em abrigos de passageiros, imundície de resíduos recicláveis, deposição de resíduos de construção e demolição em imediações de ecopontos, assim como no rio Este, foi este o cenário que Carlos Manuel Dobreira encontrou este sábado de manhã na freguesia de Priscos, em Braga.
O ativista ambiental refere que o que observou (e fotografou) foi “a poucas horas da visita de figuras da política e da vida eclesiástica bracarense à freguesia poluída e esquecida de Priscos”, onde inauguraram o Centro Interpretativo dos Abades de Priscos.
Dobreira pormenoriza que encontrou aqueles cenários nas ruas Engenheiro Nuno Pereira e dos Abades, assim como na ponte e moinho do Castro, avenidas de São Martinho e Senhora do Livramento.
Destaca “a quantidade inusitada de resíduos de construção e de demolição (tijolos, telhas, persianas, vidros, tubagens, madeiras), as pichagens obscenas em abrigos de passageiros (Linhares I e Linhares VII) e a presença de centenas de plásticos e de esferovites de diversos tamanhos no rio Este”.
A situação, aponta, “revela falta de civismo e de educação ambiental, sentimento de impunidade, mas também a ausência de uma política musculada de educação ambiental, a exemplo do que acontece em todo o concelho de Braga”.
Aquelas lixeiras foram denunciadas à Agere – Empresa de Águas, Efluentes e Resíduos de Braga, E.M, Câmara Municipal, conhecimento da Quercus, dos vereadores da oposição no Executivo municipal e do presidente da Junta de Freguesia de Priscos.
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