Ativistas portugueses da flotilha já foram repatriados de Israel e “chegam hoje ao fim da noite”, confirma MNE

Os quatro ativistas portugueses já foram repatriados de Israel e chegam esta noite a Portugal, anuncia o Ministério dos Negócios Estrangeiros, em comunicado.

“O Ministério dos Negócios Estrangeiros confirma que os quatro cidadãos portugueses, incluindo a deputada Mariana Mortágua, participantes na flotilha, foram repatriados de Israel e que chegarão hoje ao fim da noite a Portugal”, pode ler-se na nota em que se acrescenta que os quatro portugueses “serão acompanhados por um diplomata durante todo o percurso” e que “a Embaixadora de Portugal em Telavive esteve hoje no centro de detenção de Ketsiot para se assegurar do bom desenvolvimento do processo de repatriação”.

A hora certa da chegada será confirmada durante esta tarde.

Na passada quinta-feira, quatro portugueses que seguiam na flotilha humanitária para Gaza foram detidos pelas forças militares israelitas. Entre os detidos estão a líder e deputada do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, a atriz Sofia Aparício, o ativista Miguel Duarte e Diogo Chaves, que seguia na delegação holandesa da flotilha.

Um primeiro grupo de 18 ativistas italianos que integravam a flotilha Global Smud, também detidos na passada semana, chegou esta manhã a Roma. E outro grupo de 21 ativistas espanhóis deve deixar Israel nas próximas horas com destino a Espanha, avançou o ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros, da União Europeia e da Cooperação, José Manuel Albares.

“No Ministério dos Negócios Estrangeiros já organizámos tudo para que possam voar hoje de Telavive. Temos o acordo das autoridades israelitas e, se nada correr mal, o primeiro grupo de 21 espanhóis, do total de 49 que temos na nossa lista, chega hoje, ao longo do dia a Espanha”, afirmou o ministro espanhol em declarações ao canal 24 Horas da RTVE.

Albares, que insistiu em ser cauteloso, acrescentou: “Até estarem no avião, não podemos confirmar a 100%”. O ministro de Madrid declarou ter esperança de que os restantes 29 ativistas devam partir de Israel nos próximos dias.

CONFIRMAÇÃO SÓ QUANDO PORTUGUESES ESTIVEREM NO AVIÃO.

Na mesma linha, a diplomacia portuguesadiz que a confirmação definitiva do regresso “só poderá ser dada no momento em que todos se encontrem dentro do avião”. O MNE sublinha que “tem sido este o procedimento usado pelas autoridades israelitas nos restantes casos [de ativistas de outras nacionalidades]” e remeteu mais informações sobre a chegada dos quatro ativistas para depois da confirmação definitiva.

Os cidadãos portugueses, juntamente com mais de 450 ativistas de várias nacionalidades, foram levados pelas autoridades israelitas para um centro de detenção no deserto de Neguev, no sul de Israel.

A embaixadora portuguesa em Telavive, Helena Paiva, visitou os portugueses na sexta-feira, indicando que se encontravam “bem de saúde”, mas que tinham relatado “várias queixas”, que motivaram um protesto imediato da diplomata junto das autoridades israelitas e um protesto do ministro de Estados e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, junto do embaixador israelita em Lisboa, Oren Rozenblat.

O MNE deu conta de que os ativistas “não foram sujeitos a violência física”, mas “condições difíceis e duras à chegada ao porto de Ashdod [para onde foram levados após a intervenção israelita em alto mar] e no centro de detenção”, além de terem estado “bastante tempo” sem água e comida.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse esperar que os cidadãos portugueses possam regressar ao país “sem nenhum incidente”, considerando que a mensagem da flotilha humanitária foi transmitida. Descrevendo-se como “pacífica”, a flotilha afirmou que queria “romper o bloqueio de Gaza” e prestar “ajuda humanitária a uma população sitiada que enfrenta a fome e o genocídio”.

O Governo israelita tem condenado repetidamente iniciativas como a da flotilha, acusando os ativistas de serem apoiados pelo movimento islamita palestiniano Hamas. O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, de extrema-direita, visitou os ativistas no porto de Ashdod e chamou-lhes “terroristas” e “apoiantes do terrorismo”, instando o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, a mantê-los “durante alguns meses” presos, em vez de proceder à sua deportação.

A guerra declarada por Israel a 7 de outubro de 2023 em Gaza para “erradicar” o movimento islamita palestiniano Hamas — horas após um ataque a território israelita com cerca de 1.200 mortos e 251 reféns – fez, até agora, mais de 66.000 mortos e pelo menos 170.000 feridos, na maioria civis, segundo números atualizados das autoridades locais, que a ONU considera fidedignos.

Fez igualmente milhares de desaparecidos, soterrados nos escombros e espalhados pelas ruas, e mais alguns milhares que morreram de doenças e infeções e fome, causada por mais de dois meses de bloqueio de ajuda humanitária e pela posterior entrada a conta-gotas de mantimentos, distribuídos em pontos considerados “seguros” pelo Exército, que regularmente abre fogo sobre civis famintos, tendo até agora matado 2.597 e ferido mais de 19.000.

Há muito que a ONU declarou o território em grave crise humanitária, com mais de 2,1 milhões de pessoas numa “situação de fome catastrófica” e “o mais elevado número de vítimas alguma vez registado” pela organização em estudos sobre segurança alimentar no mundo, mas a 22 de agosto emitiu uma declaração oficial do estado de fome na cidade de Gaza e arredores.

Já no final de 2024, uma comissão especial da ONU acusara Israel de genocídio em Gaza e de usar a fome como arma de guerra, situação também denunciada por países como a África do Sul junto do Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), e uma classificação igualmente utilizada por organizações internacionais de defesa dos direitos humanos – acusação que Israel nega.

[email protected]

Com Agências

Jornal O Desportivo

<?php
function fetch_rss_cached($url, $cache_seconds = 600) {
    $key = 'rss_cache_' . md5($url);

    $cached = get_transient($key);
    if ($cached !== false) {
        return simplexml_load_string($cached);
    }

    $ch = curl_init($url);
    curl_setopt($ch, CURLOPT_RETURNTRANSFER, true);
    curl_setopt($ch, CURLOPT_TIMEOUT, 10);
    curl_setopt($ch, CURLOPT_FOLLOWLOCATION, true);
    curl_setopt($ch, CURLOPT_USERAGENT, 'WP RSS Fetcher');

    $data = curl_exec($ch);
    curl_close($ch);

    if (!$data) return null;

    set_transient($key, $data, $cache_seconds);
    return simplexml_load_string($data);
}

function time_ago($datetime) {
    $time = strtotime($datetime);
    $diff = time() - $time;

    if ($diff < 60) return $diff . ' segundos atrás';
    if ($diff < 3600) return floor($diff / 60) . ' minutos atrás';
    if ($diff < 86400) return floor($diff / 3600) . ' horas atrás';
    if ($diff < 604800) return floor($diff / 86400) . ' dias atrás';
    return date('d/m/Y H:i', $time);
}

$rss = fetch_rss_cached('https://www.desportivovaledohomem.pt/category/destaque/feed/', 600);
if (!$rss || empty($rss->channel->item)) {
    echo '<!-- RSS vazio ou erro -->';
    return;
}

$items = $rss->channel->item;
$count = 0;

echo '<div class="rss-posts">';

foreach ($items as $item) {
    if ($count >= 5) break;

    $title = (string) $item->title;
    $link = (string) $item->link;
    $pubDate = (string) $item->pubDate;
    $timeAgo = time_ago($pubDate);

    $categoryText = isset($item->category[0]) ? (string) $item->category[0] : '';

    echo '<div class="rss-post">';
    echo '<p class="rss-meta">' . esc_html($timeAgo) . ' - ' . esc_html($categoryText) . '</p>';
    echo '<h3 class="rss-title"><a href="' . esc_url($link) . '" target="_blank" rel="noopener">' . esc_html($title) . '</a></h3>';
    echo '</div>';

    $count++;
}

echo '</div>';
?>
.rss-posts {
    font-family: "MYRIAD PRO";
    font-weight: 400;
}

.rss-post {
    padding: 10px 0;
    border-bottom: 1px solid #8E8E8D;
}

.rss-meta {
    color: #828282;
    font-size: 11px;
    margin-bottom: 0px;
    font-weight: 600;
}

.rss-title {
    font-size: 14px;
    line-height: 1.4;
    margin: 0;
}

.rss-title a {
    text-decoration: none;
    color: #363636;
    font-family: "Myriad Pro";
    font-weight: 400;
    font-size: 17px;
}

.rss-post:last-child {
    border: none;
}
Ver mais

Últimas Notícias

Ver mais