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Autárquicas 2021 já mexem nos bastidores: ala fernandista reforçada no PSD e Morais poderá não ser o candidato pelo PS

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As máquinas partidárias começam as suas movimentações, rumo às eleições autárquicas. Estas são as eleições que mais mobilizam o eleitorado e a agitação dos bastidores está num verdadeiro frenesim, o qual não é percetível à maioria dos cidadãos.

É tempo de acertar equilíbrios internos e de alinhavar candidatos, com avanços e recuos nos próximos meses.

Vejamos o que se está a passar em Vila Verde nos dois principais partidos locais, o PSD e o PS.

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No PSD, é certo que António Vilela não pode concorrer a novo mandato. A grande incógnita era saber se ele pretendia ter um papel decisivo na sua sucessão ou se pelo contrário deixaria o partido seguir o seu caminho sem a sua interferência.

Vilela decidiu abdicar da presidência do partido a meio de um mandato de dois anos, sem forçar eleições internas. Com esta decisão, o actual presidente de câmara perde capacidade de influenciar a sua sucessão, a menos que abdique do seu mandato como presidente de câmara, o que abriria a porta a Manuel Lopes, o seu actual vice-presidente.

Porém, ao não forçar eleições internas acaba por dar, indiretamente, um papel de grande relevo a José Manuel Lopes, que assume a presidência do PSD e que é alguém da ala fernandista. Esta é a primeira consequência: o primeiro embate de bastidores no PSD reforça a ala fernandista, fragiliza as pretensões de Rui Silva e prejudica uma possível renovação geracional protagonizada por Hélder Forte e Miguel Peixoto.

Quanto ao PS, sente-se uma certa acalmia interna. A liderança de José Morais é pacífica e neste momento reúne grande consenso pelo trabalho que tem realizado enquanto líder da oposição.

Todavia, fruto de vários projectos empresariais em que está envolvido, nomeadamente no estrangeiro, Morais, até ao início de 2021, poderá optar por abandonar a política activa, abrindo caminho para um novo candidato à autarquia. Há vários quadros jovens, com enorme potencial, que poderão assumir o desafio.

Certo é que tudo dependerá da disponibilidade e vontade de José Morais.

Os próximos meses dirão se o PSD terá como candidato à câmara Júlia Fernandes, Manuel Lopes, Rui Silva ou alguém da nova geração e se no PS teremos José Morais de novo na luta.

Aguardemos atentamente os desenvolvimentos.

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