Esteve em risco de não se realizar devido à chuva que teimava em cair. Mas, como a esperança é a última a morrer, (quase) ninguém arredou pé.
Quase uma hora depois, por volta das 19h00, o tempo deu um ar da sua graça e, rapidamente, se colocou em marcha a procissão em honra do Senhor do Ribeiro.
A partir de então, o som da Fanfarra dos Escuteiros de Barbudo dava sinal de que a procissão estava na rua.
Depois, continuando a dar forma e embelezamento ao desfile religioso, vinham, em marcha solene, figurados, opas vermelhas, candeeiros, a cruz, bandeiras, andores (asseadamente decorados com flores naturais), o pálio e, na recta final, o povo a integrar também o cortejo, movido pela fé e pela devoção.
Barbudo, em Vila Verde, festeja este fim-de-semana o Senhor do Ribeiro.
A majestosa procissão, realizada na tarde deste domingo, tornou-se num dos momentos altos das festividades ao mostrar como, de forma genuína, é possível atrair olhares rendidos à beleza e ao sentimento de quem continua a ver, nestas cerimónias de natureza religiosa, piedade, oração e a tradição herdada dos nossos antepassados.
O Minho é a região de Portugal onde tudo isto é mais notório. E, em Vila Verde, como se pôde comprovar hoje, o sagrado continua bem incutido nas suas gentes, fazendo parte dos seus princípios e dos seus usos e costumes.
Por Emílio Costa (CO 1179)



















































