A maioria do território continental deverá registar concentrações moderadas a elevadas de pólen na atmosfera entre sexta-feira e 25 de junho, segundo as previsões divulgadas pela Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC).
Os níveis mais elevados são esperados em várias regiões do interior do país, contrastando com os valores baixos previstos para o distrito de Faro e para as regiões autónomas dos Açores e da Madeira.
Trás-os-Montes e Beiras sob risco elevado
De acordo com a SPAIC, a região de Trás-os-Montes e Alto Douro, monitorizada através da estação de Vila Real, deverá apresentar uma concentração elevada de pólen no ar.
Também as regiões da Beira Litoral e da Beira Interior, representadas pelas estações de Coimbra e Castelo Branco, respetivamente, deverão registar níveis elevados ao longo da próxima semana.
Entre as espécies mais predominantes encontram-se os grãos de pólen provenientes de árvores como a oliveira, castanheiro, sobreiro e carvalhos, bem como de várias ervas espontâneas.
Entre Douro e Minho com risco moderado a elevado
Na região de Entre Douro e Minho, onde se inclui o distrito de Braga, as previsões apontam para uma concentração moderada a elevada de pólen na atmosfera.
Os especialistas identificam como principais fontes os pólens das árvores oliveira, castanheiro, sobreiro e carvalhos, assim como das ervas gramíneas, tanchagem, quenopódio, bredo, azeda, urtiga e outras espécies da família das urticáceas.
Lisboa e Alentejo também afetados
A região de Lisboa e Setúbal deverá igualmente registar valores moderados a elevados, com predominância dos pólens provenientes da oliveira, sobreiro e carvalhos, além de diversas ervas espontâneas.
Já no Alentejo, a concentração deverá atingir níveis elevados, destacando-se a presença de pólen de oliveira, castanheiro, eucalipto e sobreiro, além das gramíneas e outras espécies herbáceas.
Alérgicos devem reforçar cuidados
A elevada concentração de pólen poderá agravar sintomas em pessoas que sofrem de rinite alérgica, asma ou outras patologias respiratórias associadas à exposição a alergénios.
Os especialistas recomendam que os doentes mantenham a medicação prescrita, evitem atividades prolongadas ao ar livre durante os períodos de maior concentração de pólen e mantenham portas e janelas fechadas nas horas de maior risco.
A monitorização dos níveis de pólen é realizada regularmente pela Rede Portuguesa de Aerobiologia, permitindo antecipar períodos de maior exposição e ajudar os cidadãos mais sensíveis a adotarem medidas preventivas.



