Barcelos voltou a afirmar-se como um dos principais palcos europeus para a promoção das línguas minoritárias ao acolher, entre os dias 5 e 7 de junho, a terceira edição do LÍNGUA – Festival Internacional de Teatro em Línguas Minoritárias.
Organizado pelo Teatro de Balugas e pelo Clube UNESCO para a Salvaguarda do Teatro em Línguas Minoritárias, em parceria com o Município de Barcelos, o evento reuniu ao longo de três dias dezenas de artistas, agentes culturais, investigadores e espectadores numa celebração da diversidade linguística através das artes performativas.
A edição de 2026 contou com a participação de companhias e criadores provenientes de diferentes territórios linguísticos da Europa, apresentando espetáculos em mirandês, minderico, ribamourês, basco e asturiano. A programação incluiu ainda interpretação em Língua Gestual Portuguesa, reforçando a aposta na acessibilidade e inclusão cultural.
Além das apresentações teatrais, o festival integrou uma mesa-redonda dedicada ao papel do teatro na salvaguarda das línguas minoritárias, uma oficina de teatro físico e vários momentos musicais com repertório em galego, mirandês e português.
Para a organização, o LÍNGUA constitui uma iniciativa singular no panorama cultural nacional e internacional. Em balanço da edição deste ano, os promotores destacaram que o festival “conquistou, através do teatro, um palco para o património de territórios e pessoas que falam línguas minoritárias”, sublinhando igualmente o interesse já demonstrado por companhias, organizações e agentes culturais de diversos países em integrar futuras edições.
Depois dos encontros realizados em 2022 e 2024, o festival consolidou a sua dimensão internacional e reforçou a rede de cooperação entre comunidades empenhadas na preservação do património linguístico, promovendo o intercâmbio de experiências e boas práticas entre diferentes realidades culturais.
Num contexto em que muitas línguas minoritárias enfrentam desafios relacionados com a sua transmissão às novas gerações, o LÍNGUA assume-se como um espaço privilegiado de valorização, visibilidade e reconhecimento destas expressões identitárias, contribuindo para a sua preservação através da criação artística.
A realização da terceira edição contou com o financiamento do Município de Barcelos, da Fundação Manuel António da Mota/Grupo Mota-Engil, da CCDR-Norte e da Fundação INATEL, além do apoio de várias entidades nacionais e internacionais ligadas à cultura, ao património e à diversidade linguística.
Com o crescente reconhecimento junto do público e dos agentes culturais, o festival reforça a posição de Barcelos como uma referência internacional na promoção das línguas minoritárias e na defesa da diversidade cultural através do teatro.






