A arguida foi conduzida para o Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo, onde aguardará o desenrolar do processo.
O crime ocorreu a 4 de maio, na Rua de Gil Vicente. Numa fase inicial, a jovem terá tentado fazer crer que o companheiro se suicidara, saindo da habitação em pânico e dizendo aos vizinhos que o namorado se tinha “espetado com uma faca”. Segundo a investigação, alterou ainda a posição da arma branca e procurou eliminar vestígios para sustentar essa versão.
Contudo, a Polícia Judiciária desconfiou desde o início da narrativa apresentada. As perícias realizadas pelo Laboratório de Polícia Científica e os resultados da autópsia acabaram por afastar a hipótese de suicídio, conduzindo à detenção da suspeita.
Perante os investigadores, a jovem acabou por confessar ter desferido os golpes fatais no companheiro, alegando, porém, que agiu em legítima defesa. Segundo a sua versão, terá sido inicialmente atacada pelo namorado com uma faca, reagindo para se defender.
A investigação apurou ainda que o casal vivia em Fânzeres há cerca de dois anos e mantinha um relacionamento marcado por conflitos e alegados episódios de violência. À data dos factos, encontrava-se, alegadamente, em processo de separação.



