A XXIV Bienal Internacional de Arte de Cerveira (BIAC) arranca no próximo dia 18 de julho, com uma programação que se prolonga até 30 de dezembro e tem como tema “Territórios Sem Fronteira”.
Um dos destaques da edição deste ano é a exposição coletiva “¿De qué casa eres?”, que reúne trabalhos de 46 artistas de 16 países e convida o público a refletir sobre questões como a identidade, a pertença, a migração e a interculturalidade.
Com curadoria de Mafalda Santos e Manuel Santos Maia, a mostra inspira-se na obra homónima da artista Ana Pérez-Quiroga e reúne artistas portugueses residentes no estrangeiro, criadores com dupla nacionalidade e autores internacionais que desenvolvem o seu trabalho em Portugal.
A exposição integra ainda sete obras inéditas, produzidas especificamente para a Bienal, assinadas por Alisa Heil, André Sousa, Carlos Noronha Feio, João Penalva, RIGO 23, Vhils e Yonamine.
Entre as novas criações destaca-se “Nexus”, instalação de Vhils concebida para a BIAC, bem como a instalação “Divisão”, de André Sousa, inspirada no abandono do antigo atelier do artista em Frankfurt. Também Yonamine apresenta uma nova instalação construída a partir de objetos recolhidos em Vila Nova de Cerveira, enquanto João Penalva propõe uma performance que utiliza uma linha de giz como metáfora para as fronteiras.
A exposição estabelece ainda um diálogo entre a criação contemporânea e obras de referência da arte portuguesa, incluindo trabalhos de Ana Pérez-Quiroga, Maria Helena Vieira da Silva, Paula Rego, Amadeo de Souza-Cardoso, António Dacosta, Menez e Arpad Szenes, entre outros.
Além da exposição principal, a Bienal inclui uma homenagem ao artista Silvestre Pestana, residências artísticas, conferências, oficinas, atividades de mediação cultural e uma parceria com o BIOGRAF’26 – Festival Internacional de Cinema e Arte em Movimento, que decorrerá entre 7 e 9 de agosto.
A inauguração da XXIV Bienal Internacional de Arte de Cerveira está marcada para as 16h00 de 18 de julho, no Palco das Artes.



