A Solfarcos, empresa biotecnológica fundada em Braga como spin-off da Universidade do Minho, assinalou esta segunda-feira o seu 10.º aniversário, traçando um balanço marcado pelo crescimento internacional e pela aposta na investigação aplicada. A empresa prevê duplicar o volume de negócios entre 2024 e 2026, depois de ter registado um crescimento de cerca de 70% em 2025.
Criada em 2016 por Artur Cavaco Paulo e Eugénia Nogueira, a Solfarcos emprega atualmente cerca de 30 profissionais altamente qualificados e os seus fundadores somam 39 patentes registadas.
A sessão comemorativa contou com a presença do ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, do presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues, e do pró-reitor da Universidade do Minho para a Inovação, Empreendedorismo e Transferência de Conhecimento, Raul Fangueiro.
Ao longo da última década, a empresa desenvolveu uma plataforma científica baseada em biomoléculas, sobretudo péptidos e proteínas, aplicada às áreas da cosmética e da farmacêutica.
Na área cosmética, a Solfarcos é responsável pela tecnologia K18PEPTIDE™, utilizada nos produtos da marca K18, integrada no Grupo Prestige da Unilever, afirmando-se como um caso de transferência de conhecimento científico para o mercado global.
No setor farmacêutico, o projeto mais avançado é o FBL-MTX, uma formulação lipossomal de metotrexato destinada ao tratamento da artrite reumatoide, atualmente em ensaio clínico de fase 2a em Portugal. A tecnologia resulta de 17 anos de investigação e de um investimento de cerca de 13 milhões de euros, com o objetivo de melhorar a eficácia e a tolerabilidade deste tratamento.
A empresa recorre ainda a ferramentas de inteligência artificial e modelação computacional para acelerar o desenvolvimento de novos ingredientes ativos e sistemas de entrega de fármacos.
Citado em comunicado, o cofundador e diretor executivo da Solfarcos, Artur Cavaco Paulo, afirmou que o percurso da empresa demonstra que “a ciência feita em Portugal, quando é exigente, persistente e próxima dos problemas reais, pode criar valor, gerar tecnologia, criar emprego qualificado e competir internacionalmente”.
Para os próximos anos, a Solfarcos pretende consolidar a presença na área da cosmética e do bem-estar, avançar com o desenvolvimento farmacêutico, reforçar a propriedade intelectual e estabelecer novas parcerias estratégicas, mantendo a ligação à Universidade do Minho e à cidade de Braga.







