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Bloco de Esquerda critica orçamento “muito aquém” das necessidades

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O Bloco de Esquerda (BE) considerou, esta quinta-feira, que o orçamento municipal da Câmara de Vila Verde para 2023 fica «muito aquém das reais necessidades» das famílias e lamentou que o partido não tenha sido ouvido na elaboração do documento.

O representante do BE na Assembleia Municipal, Ricardo Cerqueira, anunciou que votará desfavoravelmente o Orçamento e as Grandes Opções do Plano, que serão apreciados na sessão do órgão deliberativo agendada para esta sexta-feira, tendo em conta a «falta de resposta aos grandes problemas» da população.

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«No discurso há algumas preocupações sociais, mas parece que por vezes se mistura aquilo que de facto é necessário fazer do ponto de vista do empoderamento das pessoas mais desfavorecidas com alguma espécie de caridade», criticou, em conferência de imprensa.

Ricardo Cerqueira considera que a mobilidade deve ser uma «área prioritária» em Vila Verde, tal como o «acesso a habitação digna» e uma «efectiva preocupação com as alterações climáticas», algo que «não está contemplado» no orçamento municipal.

«O problema da mobilidade tem-se vindo a agravar, pelo que há obras de fundo que têm realmente de avançar e é necessário fazer um investimento sério em transportes públicos, fazendo com que sejam uma alternativa válida para as pessoas, quer em termos de custo, quer em termos de capacidade de resposta», defendeu.

O representante do Bloco de Esquerda em Vila Verde lembrou que o partido apresentou recentemente na Assembleia Municipal uma moção para a atribuição automática da tarifa social da água, que acabou chumbada, mas que seria «muito importante» para as famílias.

«O que constatamos actualmente é que existe muita burocracia para quem precisa poder aceder a esta medida social, que deveria ser aplicada de forma automática, chegando realmente a todos aqueles que dela necessitam. As funções sociais têm de facto de ser uma prioridade, não se podem resumir ao discurso», apontou.

Ricardo Cerqueira lamentou que o partido não tenha sido chamado a apresentar contributos para a elaboração do orçamento municipal, que «deveria ser um documento participado, abrangente e plural».

«O Município devia ter tido a preocupação de ouvir todos os partidos políticos com representação, o que está consagrado direito da oposição. Infelizmente, esse direito não foi assegurado, o que se lamenta», frisou.

INFLAÇÃO GALOPANTE

O coordenador distrital do Bloco de Esquerda, José Maria Cardoso, sublinhou a «necessidade de as autarquias atenderem às questões sociais» num tempo em que se manifesta uma «gravíssima falta de capacidade das pessoas para responderem a uma inflação galopante».

O dirigente bloquista apontou também à necessidade de «pensar os concelhos a longo prazo», numa perspectiva de «desenvolvimento sustentado e sustentável» que não se limite a olhar um horizonte temporal curto.

«Defendemos há muito necessidade de ter um debate alargado sobre o que queremos que o concelho seja daqui a 20, 30, 40 anos. Qual a perspectiva que temos? Que estratégia de desenvolvimento existe?», apontou.

Para José Maria Cardoso, «é fundamental pensar o concelho no decorrer do tempo e não apenas num espaço temporal reduzido, com orçamentos quase decalcados uns dos outros, sempre na mesma lógica, sem uma visão de futuro e sem um debate alargado».

«As autarquias têm também de definitivamente assumir um papel activo contra as alterações climáticas, que é uma batalha das nossas vidas e um problema efectivo dos nossos dias, que carece de medidas e de uma intervenção», frisou.

 

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