Três operacionais do Batalhão de Sapadores Bombeiros de Braga salvaram a vida de uma bebé de apenas 10 dias que se encontrava engasgada e com dificuldades respiratórias, numa ocorrência registada na noite de domingo.
A recém-nascida, residente na freguesia de Real, foi levada pela mãe ao quartel dos Sapadores Bombeiros de Braga, numa situação de grande aflição. À chegada, a criança foi recebida pelo bombeiro André Silva, que rapidamente percebeu a gravidade do caso e pediu auxílio aos colegas.
“Estavam aflitos e entregaram-me a bebé nos braços”, relatou o operacional, em declarações ao jornal O Minho, explicando que a criança se encontrava consciente e reativa, mas incapaz de expelir as secreções que lhe dificultavam a respiração.
Perante a emergência, André Silva contou com o apoio dos colegas João Amorim e Eduardo Ferreira, que iniciaram de imediato as manobras adequadas para desobstrução das vias respiratórias.
Segundo João Amorim, após uma avaliação rápida da situação, foram aplicadas técnicas de estimulação e procedimentos destinados a libertar a via aérea da bebé. A intervenção permitiu uma recuperação progressiva da recém-nascida, que começou a reagir positivamente aos estímulos prestados pela equipa.
A criança foi posteriormente transportada numa ambulância protocolada do INEM para o Hospital de Braga, onde ficou sob observação médica.
Também a O Minho, Eduardo Ferreira, conhecido por ser um dos herdeiros do cantor Marco Paulo, explicou que a atuação exigiu rapidez e sangue-frio, uma vez que a bebé apresentava sinais crescentes de dificuldade respiratória. Durante o transporte, os operacionais continuaram a prestar assistência, conseguindo estabilizar o estado da criança até à sua entrega aos profissionais de saúde.
Além do socorro à recém-nascida, a equipa procurou também tranquilizar a mãe, que se encontrava em estado de grande ansiedade perante a situação.
A ocorrência terminou com sucesso, permitindo salvar a vida da bebé. Para os três operacionais, o episódio representa mais uma intervenção bem-sucedida numa atividade profissional marcada pelo contacto diário com situações de emergência, mas cujo desfecho assume um significado especial pela idade da criança assistida.



