"É a cidade com mais automóveis per capita do país"

"É a cidade com mais automóveis per capita do país" -

Braga é uma cidade que sofre os efeitos de uma “invasão automóvel”, alerta o Bloco de Esquerda

Share on facebook
Share on twitter

TÓPICOS

Share on facebook
Share on twitter

TÓPICOS

O futuro do centro histórico de Braga foi o mote do debate promovido pelo Bloco de Esquerda (BE) onde se discutiram as preocupações e os anseios dos todos os que vivem, trabalham e estudam nesta zona da cidade.

Segundo Maria Manuel Oliveira, arquitecta e docente universitária, Braga “é a cidade com mais automóveis per capita do país”. Esta “invasão automóvel” não se verifica noutras cidades, que têm vindo a adoptar formas de dissuasão do transporte automóvel no centro. O que falta na cidade é um plano estratégico coerente e participado de mobilidade, que inclua todas as formas e que seja o resultado de uma discussão pública e de um pensamento consistente e informado sobre que cidade queremos ter”.

PUBLICIDADE

Esta invasão automóvel, adiantam os bloquistas, é evidente na hora de ponta e coincidente com os horários de funcionamento das escolas localizadas no centro, “não se resolve com mais lugares de estacionamento no centro, segunda esta arquitecta”.

“Aliás, Braga é das cidades que mais lugares de estacionamento tem, não só na superfície como no subsolo. O plano estratégico tem de integrar parques de estacionamento na periferia, transportes públicos de qualidade e frequentes, e outras formas de mobilidade e até de carsharing (partilha do automóvel entre várias pessoas que trabalham nos centro da cidade)”, defende o BE.

RUÍDO E GENTRIFICAÇÂO

A relação entre os habitantes e a restauração foi levantada por um grupo de moradores, que afirmaram que “não estão contra os restaurantes e bares abertos até às duas da manhã”, mas gostariam de ver mais fiscalização de modo a que ruído terminasse a essa hora de modo a permitir o descanso.

Manuel Carlos Silva, docente de Sociologia, referiu a acelerada gentrificação do centro histórico, o que significa a substituição dos moradores actuais por outros com mais posses, num processo especulativo acelerado. Deste dilema deu também conta Alfredo Ribeiro, morador do centro e eleito pelo Bloco de Esquerda em S. José de S. Lázaro, que testemunhou o abandono do centro histórico pelos habitantes de há gerações.

A “cidadania interventiva e capaz de travar acções que colocam em causa a qualidade de vida dos habitantes da cidade” foi demonstrada por Luís Tarroso Gomes, do movimento cívico de defesa da Rua 25 de Abril, que com manifestos e providências cautelares, conseguiam provar que a superfície comercial que está implementada viola o PDM e todos os requisitos definidos para o efeito.

Os deputados municipais do Bloco, António Lima e Alexandra Vieira, vão levar estas preocupações à Assembleia Municipal, reforçando a urgência de uma visão política e estratégica sobre a cidade, consensual o mais possível, discutida e com escolhas assumidas.

“É importante que as decisões deixem de ser extemporâneas e desarticuladas e ao sabor dos interesses privados e especulativos, comprometendo o centro histórico que se pretende que seja de todos e não apenas dos mais ricos, dos turistas e dos automóveis”, defendem.

com FG (CP 1200)

 

Share on facebook
Partilhe este artigo no Facebook
Share on twitter
Twitter
COMENTÁRIOS
OUTRAS NOTÍCIAS

Acesso exclusivo por
um preço único

Assine por apenas
2€ / mês
* Acesso a notícias premium e jornal digital por apenas 24€ / ano.