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Braga saiu à rua para beber café ‘devagar, devagarinho, parado’ e ainda insegura

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Braga saiu esta segunda-feira à rua para ir até à esplanada beber um ‘cafezinho’, ainda insegura, ajuizada, talvez até desabituada deste hábito antes tão enraizado. Ao contrário do resto da cidade, o centro histórico parecia viver um dia quase normal. Um ‘quase’ muito grande.

As previsões do sector da restauração, que no fim-de-semana se atarefou na higienização e preparação dos espaços para reabertura esta segunda-feira, acabaram por se confirmar.

A vontade de reabrir era a portas ao fim de dois meses era muita. As expectactivas nem tanto.

Para este 18 de Maio de 2020, o primeiro dia da segunda fase de desconfinamento, os donos de cafés contavam com um começo de dia fraco, um pequeno aumento à hora do café, no fim do almoço, e, eventualmente, uma procura um pouco maior no final da tarde, depois do trabalho. Não ter a sala vazia, já seria um bom dia para os restaurantes. Só o centro da cidade escaparia ao “marasmo”, anunciavam.

E assim foi, como pode o PressMinho comprovar ao longo do dia.

“Vai aparecendo uma pessoa ou outra, ocupa-se uma mesa de quando em quando”, conta António Ferreira, do café Romeu e Julieta, em S. Victor.  “Não se passa nada”, resumiu.

Ao final da tarde, Miguel Coelho, do Coelhos, recorreu a um velho dito para ilustrar o dia: “foi devagar, devagarinho, parado”.

Como muitos outros, os dois responsabilizam a perda do hábito, (apesar de muito enraizado nos portugueses) de ir ao café ou fazer as refeições fora no intervalo para o almoço, e o medo. Dos poucos clientes, são raros os que entram. Preferem a esplanada, mesmo que não tenha televisão.

Acreditam -ou melhor, desejam- que com o passar dos dias, ou quando começarem a ser pagos os ordenados (“aos que têm essa sorte”), as “coisas melhorem”, “talvez só lá para meados de Junho”.

Por enquanto, aspiram que o negócio “vá dando pelo menos para pagar as despesas”. E, “claro”, para “não ficar preso em casa a aturar os filhos”…

Também são unânimes no reconhecimento que os bracarenses se “estão a portar com muito juízo”. Mesmo que deixem as esplanadas vazias e os restaurantes ‘às moscas’, porque “é melhor assim do que o Governo ter que tornar a encerrar tudo”.

“CENTRO BEM COMPOSTO”

No cento da cidade, as esplanadas começaram a ser procuradas à medida que os estabelecimentos abriam.

É aqui que se localiza uma parte significativa do comércio de rua e as grande lojas, que também esta segunda-feira puseram fim a dois meses de jejum de clientes.

“O dia começou fraquinho mas a partir da hora do almoço quando as pessoas começaram a vir às compras ficou mais compostinho”, dizem no Astória.

Ao fim da tarde, as zonas da Arcada e da Sé apresentam, na verdade, o tal aspecto ‘composto’.

O cenário é não difere muito do de uma tarde de segunda-feira de “pouco dinheiro no bolso”, mas só ‘aparentemente’. As mesas amontadas a um canto, as viseiras, o gel desinfectante e as máscaras lembram que a covid-19 anda por aí, invisível e à solta. E, de facto, isto não é aparente.

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