As temperaturas vão continuar a subir nos próximos dias, colocando praticamente todo o território continental em situação de elevado perigo de incêndio rural. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê que esta sexta-feira possa ser o dia mais quente do ano, com os termómetros a atingirem valores entre os 35 e os 40 graus Celsius em várias regiões do país.
O agravamento das condições meteorológicas — marcado por tempo quente e seco, associado a vento forte com rajadas que podem atingir os 70 km/h — está a elevar significativamente o risco de incêndio, que em muitas zonas do país deverá atingir níveis “muito elevado” a “máximo”.
Este cenário surge num contexto já preocupante no terreno. Em Terras de Bouro, no distrito de Braga, um incêndio florestal mobiliza esta quinta-feira cerca de 200 operacionais, apoiados por mais de 30 viaturas, apoiados durante a tarde com mais de meia dezena de meios aéreos. Entre os meios envolvidos estiveram dois aviões Fire Boss e um helicóptero Kamov, essenciais no combate às chamas, sobretudo devido às dificuldades de acesso das viaturas terrestres em zonas de relevo acentuado.
As autoridades receiam que situações semelhantes se repitam nos próximos dias, face à conjugação de temperaturas extremas e condições favoráveis à propagação de incêndios.
O IPMA indica que o pico do calor deverá ser atingido esta sexta-feira, prolongando-se o tempo quente durante o fim de semana, com especial incidência nas regiões do interior e sul do país. No sábado, o risco de incêndio poderá agravar-se ainda mais no Centro e Sul.
Perante este quadro, as autoridades de proteção civil reforçam os apelos à população para a adoção de medidas preventivas, nomeadamente a proibição de realização de queimadas e fogueiras, bem como o uso de maquinaria agrícola em zonas florestais durante os períodos de maior risco.
É ainda deixado um alerta para a proteção dos grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças e doentes crónicos, recomendando-se a redução da exposição solar, a hidratação constante e a permanência em ambientes frescos durante as horas de maior calor.
Com o país sob forte pressão climática e operacional, as autoridades sublinham que a prevenção individual continua a ser determinante para evitar ignições e limitar a propagação de incêndios rurais.



