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Câmara compra IEMinho por 851 mil euros. PS votou contra

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A Câmara de Vila Verde aprovou esta quinta-feira, com o voto contra dos vereadores do PS, a compra do património do antigo Instituto Empresarial do Minho (IEMinho), em Soutelo, por mais de 851 mil euros.

Na apresentação do ponto, o presidente da autarquia, António Vilela, explicou que se trata da aquisição do edifício e da parcela de terreno adjacente, por uma verba «muito abaixo do valor de mercado do edificado».

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«Posteriormente, até tomarmos posse do edifício, teremos que discutir o modelo de funcionamento e de gestão daquele espaço», referiu.

Segundo o autarca, o imóvel poderá servir para a «instalação de um pólo de ensino superior e/ou investigação», sendo que «já foram contactadas algumas instituições, quer de ensino superior, quer na área da investigação, inovação e empreendedorismo».

A autarquia admite, no entanto, que o edifício possa ter outros fins, nomeadamente a incubação de novas empresas e o desenvolvimento de projectos empresariais, com impacto positivo na modernização do tecido empresarial concelhio, no dinamismo económico da região e na criação de emprego.

PS QUER ENSINO SUPERIOR

Os vereadores do PS apresentaram uma proposta alternativa, que é em grande parte idêntica mas que especifica que aquele edifício passe a ser um “campus” de ensino superior, técnico ou universitário.

Para os socialistas, tal só não aconteceria «por motivos supervenientes e alheios» à Câmara Municipal de Vila Verde e «depois de esgotadas todas as possibilidades de exequibilidade e viabilidade do enunciado».

Nesse caso, poderia ser «equacionada outra finalidade a dar ao edifício do ex-IEMinho, desde que de interesse público municipal, após deliberação assumida pelo mínimo de dois terços dos membros do executivo municipal quanto à mesma finalidade e quanto à sua forma de gestão».

A proposta socialista foi prontamente recusada pelo presidente da Câmara, António Vilela, que disse que os objectivos enunciados pelo PS estão também na proposta do PSD e recusou «deixar a decisão nas mãos da oposição».

«PS NÃO PASSA CHEQUE EM BRANCO»

A proposta da maioria social-democrata foi aprovada com os votos favoráveis do PSD e o voto contra dos dois eleitos do PS presentes na reunião, José Morais e Luís Castro.

«Votamos contra a proposta dos membros do PSD para aquisição do IEMinho pois a mesma não reflecte as conclusões da comissão constituída para o efeito, não define (como a nossa proposta define) o objectivo claro de instalar do ensino superior e admite a continuidade do modelo de gestão do IEMinho, que, com a insolvência do organismo, se comprova ser um péssimo modelo de gestão», refere a declaração de voto dos socialistas.

Os vereadores do PS asseguram que o partido «não passa cheques em branco à gestão autárquica do PSD».

«Todos se recordam dos milhões derretidos na aventura social-democrata denominada de “Proviver“, ou na “Pro-Vila Verde”, entre tantas outras que têm ao longo dos últimos 24 anos de gestão PSD desviado para esses “buracos” verbas essenciais que deviam, isso sim, ser investidas na melhoria da qualidade de vida de todos os vilaverdenses», frisaram.

O assunto terá que ser agora submetido à deliberação da Assembleia Municipal.

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