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Caminha. Forte da Ínsua reabre como centro turístico pela mão da DiverLanhoso

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O Forte da Ínsua, em Caminha, “abandonado há décadas”, reabre no início de 2022 transformado em centro de actividades turísticas com alojamento, “num conceito de quatro estrelas”, revelou esta sexta-feira à Lusa o presidente da câmara. A intervenção foi adjudicada à DiverLanhoso, por um valor não revelado.

A empresa, também responsável por um parque aventura na Póvoa de Lanhoso, venceu o concurso público para a concessão do imóvel lançado em Julho de 2019 pelo programa governamental Revive, e ao qual concorreram quatro empresas, três portuguesas e uma francesa.

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O projecto vencedor prevê, explica Miguel Alves, a “instalação de um estabelecimento de alojamento local no interior da fortaleza, respeitando todas as regras de preservação do edificado histórico”.

O novo espaço, “na modalidade de estabelecimento de hospedagem”, terá “cerca de oito quartos duplos e um conjunto de áreas de apoio que permitirão criar zonas de estar, salas de refeições, zonas de apoio e outras estruturas, sempre numa lógica de interpretação e valorização do espaço”.

O complexo turístico proposto pela empresa vencedora irá “desenvolver um conjunto de actividades de animação turística na área do ‘touring’ cultural e paisagístico”, explicou o autarca socialista.

O presidente da autarquia caminhense, acrescenta que “o projecto aposta na animação turística de um espaço monumental, numa ligação ao mar, ao estuário do rio Minho, à praia de Moledo, à Foz do Minho e à margem galega”.

“Para além de sessões com recriações históricas dirigidas a públicos específicos e actividades de ‘scape rooms’ que promovam espírito de grupo, a oferta será valorizada com elementos de realidade aumentada que tornem a experiência vivida mais imersiva”, refere.

Segundo Miguel Alves, “toda a acção prevista para o edificado será complementada com ‘tours’ ao longo do curso do rio Minho (aquáticos, rodoviários e cicláveis), actividades de água em rio e mar, estando prevista a aquisição de ‘hovercrafts’ e de um veículo anfíbio, que também poderão assegurar o transporte para a ilha”.

O projecto empresarial prevê ainda a realização de “diversas actividades na costa, aproveitando todo o potencial natural e paisagístico da região”.

“O projecto vencedor assegura aquilo que muitos sonhavam e todos queríamos. A valorização de um dos símbolos maiores do concelho e da região, o aproveitamento de um edificado em abandono, o lançamento de uma nova actividade económica no concelho que vai trazer mais gente, criar mais emprego e honrar o passado e o futuro da nossa terra”, afirmou Miguel Alves.

Lançado em 2016, o Revive é um programa conjunto dos ministérios da Economia, Cultura e Finanças, que visa promover a recuperação e a requalificação de imóveis públicos classificados que estão sem uso, através da concessão a privados para exploração para fins turísticos.

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