A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, abordou esta semana vários pontos relativos às negociações com o Irão, durante uma conferência de imprensa marcada por questões geopolíticas sensíveis e pela polémica em torno das propostas apresentadas por Teerão antes de um eventual cessar-fogo.
Leavitt classificou o plano de 10 pontos apresentado pelo Irão como “fundamentalmente pouco sério”, acrescentando que Washington considerou uma proposta alternativa iraniana como uma “base viável” para a continuidade das negociações diplomáticas. Segundo a responsável, o Irão terá indicado disponibilidade para entregar os seus stocks de urânio enriquecido, embora sem adiantar detalhes adicionais sobre os termos dessa eventual cedência.
A porta-voz referiu ainda que a administração do presidente Donald Trump estará envolvida em contactos negociais ao longo das próximas duas semanas, condicionando o avanço do processo à manutenção da abertura do Estreito de Ormuz, sem restrições ou atrasos.
Leavitt afirmou que o presidente tomou conhecimento de notícias divulgadas por meios iranianos sobre a possível intenção de encerrar o estreito em contexto de tensões regionais, mas reiterou que Washington espera a sua reabertura “imediatamente, rapidamente e em segurança”, sublinhando a importância estratégica da via marítima para o comércio internacional de energia.
Na mesma conferência, foi ainda esclarecido que o Líbano não faz parte do cessar-fogo em discussão, informação que, segundo Leavitt, já terá sido comunicada às partes envolvidas no processo.
A administração norte-americana reforçou igualmente que a questão do urânio enriquecido constitui uma “linha vermelha” para Washington, não estando em causa qualquer recuo nesse ponto. Ainda assim, a Casa Branca reiterou a preferência por uma solução diplomática, manifestando expectativa de que os entendimentos possam ser alcançados através da via negocial.



