A CGTP apelou a uma “participação massiva” dos trabalhadores nas celebrações do 25 de Abril e do 1.º de Maio, com o objetivo de reforçar a contestação ao pacote de reforma laboral apresentado pelo Governo.
Em comunicado, a central sindical defende que as duas datas devem assumir-se como “mais um momento alto” de rejeição das alterações à legislação do trabalho, acusando o Executivo de insistir numa proposta que “já foi clara e repetidamente rejeitada pelos trabalhadores”.
A tomada de posição surge após o anúncio da ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, de que será convocada uma reunião da Concertação Social para 7 de maio, com vista ao encerramento do processo negocial.
A CGTP classifica o pacote laboral como um “retrocesso social”, considerando que as medidas propostas poderão “aumentar a exploração”, “degradar as condições de trabalho” e “facilitar os despedimentos”. Entre as principais críticas, a central aponta ainda para a desregulação dos horários, o aumento da precariedade e limitações em direitos como a contratação coletiva, a liberdade sindical e o direito à greve.
A organização sindical exige, por isso, que o Governo abandone a proposta e avance com a revogação de normas que, no seu entendimento, estão na base dos baixos salários e das dificuldades acrescidas das famílias face ao aumento do custo de vida.
O apelo da CGTP surge no mesmo dia em que a UGT rejeitou, por unanimidade, a versão mais recente da reforma laboral, evidenciando a falta de consenso entre parceiros sociais quanto às alterações ao Código do Trabalho.



