Os preços dos combustíveis deverão voltar a registar um aumento significativo na próxima semana, entre 27 de julho e 2 de agosto. De acordo com as previsões avançadas pelo Automóvel Club de Portugal (ACP), o gasóleo deverá encarecer nove cêntimos por litro, enquanto a gasolina deverá subir três cêntimos.
Caso estas previsões se confirmem, o preço médio do gasóleo simples passará dos atuais 1,968 euros para cerca de 2,058 euros por litro, ultrapassando novamente a barreira dos dois euros. Já a gasolina simples 95 deverá aumentar dos atuais 1,974 euros para aproximadamente 2,00 euros por litro.
Os valores atualmente em vigor foram divulgados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) e correspondem à média nacional registada esta sexta-feira, 24 de julho.
As estimativas têm por base a evolução das cotações internacionais do petróleo e dos produtos refinados até ao fecho dos mercados de quinta-feira. Ainda assim, os preços finais poderão sofrer ligeiras alterações em função da evolução dos mercados internacionais até ao encerramento das negociações desta sexta-feira.
Além disso, os preços praticados pelos diferentes operadores poderão variar, uma vez que o mercado dos combustíveis em Portugal funciona em regime de livre concorrência.
A subida prevista representa a quarta semana consecutiva de aumentos nos preços dos combustíveis. Desde o início do ano, o gasóleo acumula já um agravamento de 43 cêntimos por litro, enquanto a gasolina regista uma subida acumulada de 31 cêntimos.
Na prática, para um depósito de 60 litros, estes aumentos traduzem-se num custo adicional de cerca de 25,80 euros para os veículos a gasóleo e de 18,60 euros para os automóveis a gasolina, quando comparado com os preços praticados na primeira semana de janeiro.
A evolução dos preços continua a ser fortemente influenciada pela instabilidade geopolítica no Médio Oriente. O conflito envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irão, bem como os constrangimentos no Estreito de Ormuz — corredor estratégico por onde circula cerca de 20% do comércio mundial de petróleo e gás natural — têm pressionado os mercados internacionais e contribuído para a escalada dos preços dos combustíveis.
Perante este cenário, o Governo mantém o compromisso de aplicar uma redução extraordinária e temporária do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) sempre que o aumento dos combustíveis ultrapasse os 10 cêntimos por litro, com o objetivo de atenuar o impacto da subida dos preços para consumidores e empresas.



