A Comissão Política Distrital de Braga do PSD considera que saiu reforçada do 43.º Congresso Nacional do partido, realizado nos dias 20 e 21 de junho, em Anadia, destacando a aprovação por unanimidade da moção temática “Minho, Região Competitiva” e o aumento da representação do distrito nos órgãos nacionais social-democratas.
Em comunicado, a distrital refere que a moção apresentada por Braga defende o Minho como uma região estratégica para o desenvolvimento do país, assente em princípios como a descentralização, a valorização da capacidade produtiva regional, a qualificação dos fundos europeus, a governação territorial integrada e o reforço da influência dos territórios nas decisões nacionais.
Para a estrutura partidária, a aprovação unânime do documento representa “um importante reconhecimento político da relevância económica, social e institucional do Minho”, defendendo uma maior atenção às políticas de competitividade, coesão territorial e desenvolvimento regional.
O congresso ficou também marcado pela eleição de vários dirigentes ligados ao distrito para os órgãos nacionais do PSD. Para o Conselho Nacional foram eleitos Fernando Armindo Costa, o vilaverdense José Manuel Lopes, Bárbara Ferreira e Laura Magalhães. A presidente da Câmara de Vila Verde, Júlia Fernandes, passa a integrar a Mesa do Congresso, enquanto Olga Pereira e Miguel Pereira foram eleitos para o Conselho de Jurisdição Nacional – Delegação Norte.
Citado no comunicado, o presidente da Distrital de Braga, Carlos Eduardo Reis, afirma que “Braga sai deste Congresso mais forte, mais representada e com maior responsabilidade política”, considerando que o resultado alcançado reflete “o trabalho, a consistência e a capacidade dos nossos quadros”.
O dirigente sublinha ainda que a estrutura procurou transmitir uma imagem de unidade interna, ao optar por apresentar indicações apenas para as listas oficiais. “Podemos fazer intervenção política, não perder a nossa capacidade crítica e de alerta, divergir estrategicamente até, mas ter a responsabilidade de saber que a união e estabilidade é importante para o partido”, afirma.
Sobre a moção aprovada, Carlos Eduardo Reis considera que o documento constitui “um compromisso político com o futuro da região”, defendendo que deverá servir de base para uma agenda de trabalho centrada no reforço do investimento, das acessibilidades, da capacidade de decisão e da valorização económica do Minho.
No plano nacional, o líder distrital defendeu a necessidade de o PSD continuar a afirmar-se como um partido reformista e responsável, capaz de construir consensos para concretizar reformas estruturais. Nesse contexto, sustentou a importância de envolver o PS em entendimentos de âmbito nacional, alertando simultaneamente para o que considera serem os riscos de soluções políticas dependentes de forças populistas.
“Um partido inconfiável não pode ser promovido a charneira do sistema político português, em que desgoverna com a oposição e trava as reformas de quem governa”, declarou.
A Distrital de Braga conclui que os resultados alcançados no congresso reforçam a influência do distrito e do Minho nas estruturas nacionais do PSD e consolidam o seu papel na definição das orientações políticas do partido.



