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Edifício da Confiança já foi classificado como de interesse público. Câmara de Braga vende-o em Outubro

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O presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, anunciou na Assembleia Municipal que o edifício da antiga fábrica Confiança acaba de ser classificado como “imóvel de interesse público” pelo Ministério da Cultura.

Na ocasião, o autarca adiantou aos deputados municipais que a classificação permite ao executivo camarário a sua venda, em hasta pública, com o preço-base de 3,8 milhões, o que acontecerá a partir de Outubro.

Rio abordou a recente exigência de um grupo de associações da cidade de transformação da Confiança num centro cívico e cultural, sublinhando que tal será feito pelo Município, mas noutro local, a Escola Francisco Sanches.

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“Tal consta do programa eleitoral da coligação Juntos por Braga (PSD/CDS/PPM) e o anteprojecto está já a ser elaborado”, revelou.

O Centro Cívico será criado com meios financeiros da Câmara visto que, tal como sucede na Confiança, não há fundos comunitários para o efeito.

Em Novembro de 2011, a Câmara, ainda presidida pelo socialista Mesquita Machado, decidiu, por unanimidade, comprar as instalações da fábrica, tendo sido aventada a hipótese de ali instalar valências culturais.

Mais tarde, em Setembro de 2018, a nova maioria PSD/CDS-PP/PPM, liderada por Ricardo Rio, no executivo e na Assembleia Municipal, votou a favor da venda, alegando que, por falta de fundos europeus disponíveis para a reabilitação, o edifício se apresenta em “estado de degradação visível e progressiva”.

Depois disso, a autarquia tentou vender o imóvel por duas vezes em hasta pública, mas ambas foram travadas por providências cautelares que acabaram por ser decididas a favor do Município pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga.

MOÇÕES NAS CONVERTIDAS

Na reunião, os deputados dos vários partidos aprovaram três moções nas quais se pede ao Governo que retire o prédio do antigo Recolhimento das Convertidas da lista de imóveis na para arrendamento acessível.

A moção do PSD congratulava-se, ainda, com o facto de o Ministro Pedro Nuno Santos se ter disponibilizado para vir a Braga analisar o pedido camarário de cedência das Convertidas e inteirar-se do projecto que a Câmara e a Comunidade Intermunicipal do Cávado têm para o local. O

Município “estranha” que o Governo tenha colocado o edifício do antigo Recolhimento das Convertidas na lista de imóveis a afectar ao arrendamento acessível, sem ter respondido a um pedido de cedência do imóvel feito através da Comunidade Intermunicipal do Cávado.

“Pedimos a cedência para nele instalarmos um equipamento cultural, por exemplo um museu da cidade, e ninguém nos disse nada. Agora colocam-no para adaptação a arrendamento”, disse o autarca local Ricardo Rio,  frisando que a CIM/Cávado vai continuar à espera da resposta.

O edifício foi construído por iniciativa do Arcebispo de Braga, D. Rodrigo de Moura Teles, para instalar “mulheres pecadoras convertidas a Deus”, tendo sido inaugurado em 25 de Abril de 1722.  Encontra-se em avançado estado de degradação há 30 anos.

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