O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou esta terça-feira, em Vila Verde, a morte de um militar da GNR, ocorrida na última noite, no Algarve, pedindo que seja “objeto da devida investigação e punição”.
“Eu já apresentei o pesar de todos os portugueses à viúva pela morte do seu marido, Pedro Manata e Silva, e testemunhei a gratidão por mais um grande serviço prestado”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações aos jornalistas, na Escola Básica de Vila Verde, onde está a dar uma aula aberta aos alunos do 3º ciclo.
O Presidente da República salientou que o cabo da GNR “tinha uma carreira bem conhecida e era muito querido na corporação”, que enfrenta agora uma “situação dolorosa, lamentável, que se espera que seja objeto de devida investigação e punição”.
“E aí se junta também um pesar pessoal, porque eu conhecia bem a família, éramos próximos em Monte Gordo. Mas o mais importante é o pesar do país, num ato criminoso, grave, muito grave, em que mais uma vez a Guarda Nacional Republicana mostrou como é fundamental para a defesa das fronteiras de Portugal e para garantir a ordem e a segurança pública no nosso país”, acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa.
Questionado sobre se já teve oportunidade de falar com os familiares dos outros militares que ficaram feridos, o chefe de Estado disse não o tinha ainda feito. “Ainda não, porque não consegui ainda o contato telefónico”, concluiu.
Conforme noticiámos, um militar da GNR morreu e três ficaram feridos, na segunda-feira à noite, após a embarcação da Guarda ter sido abalroada por uma lancha rápida, presumivelmente relacionada com tráfico de droga.
“Dadas as características da embarcação de alta velocidade, presume-se que esteja ligada ao tráfico de droga”, adiantou fonte da GNR à agência Lusa.
Após o embate, a lancha de alta velocidade foi encontrada a arder a duas milhas (quase quatro quilómetros) do local onde ocorreu o acidente no rio Guadiana, ao largo de Alcoutim, no Algarve, tendo os ocupantes fugido, segundo a fonte.



