EDUCAÇÃOEPATV iniciou semana a discutir problemáticas da Saúde

EDUCAÇÃO
EPATV iniciou semana a discutir problemáticas da Saúde

O terceiro período iniciou-se na Escola Profissional Amar Terra Verde (EPATV) com a comemoração da Semana da Saúde, que decorrerá até à próxima sexta-feira, como já é habitual nesta altura do ano. Durante a semana irão realizar-se diversas actividades no âmbito da saúde física e mental, promovidas pelo Serviço de Psicologia e Orientação da EPATV e pelas alunas do curso Técnico Auxiliar de Saúde 3º ano, visando também a apresentação das suas Provas de Aptidão Profissional.

Esta segunda-feira, durante a manhã, realizou-se uma sessão de esclarecimento sobre a Doença de Alzheimer, dinamizada por Marta Melo, terapeuta ocupacional da Associação Alzheimer Portugal, delegação do Norte.

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A manhã contou ainda com a presença de Fernando Batista, professor e fundador do projecto “Carrinha dos Sorrisos”, que realça a importância da risoterapia como uma forma alternativa de intervenção.

A Diretora Pedagógica da EPATV, Sandra Monteiro, marcou presença em todas as sessões, valorizando a importância de iniciativas desta natureza para a promoção do conhecimento e do bem-estar de toda a comunidade escolar.

 

AUTO-MEDICAÇÃO

A automedicação, o tema central da parte da tarde, não pode ser regra de vida, mesmo em doenças leves como constipações ou febres ligeiras, exigindo informação e aconselhamento dos profissionais de saúde (médicos, enfermeiros ou farmacêuticos). Esta foi a conclusão da mesa redonda dinamizada por alunas do Curso Técnico Auxiliar de Saúde.

Esta iniciativa das alunas Adriana Veloso e Carla Monteiro marcou a primeira tarde da Semana da Saúde e contou com a participação da médica Elisabete Sousa, do enfermeiro Mário Santos, e da diretora pedagógica Sandra Monteiro.

«É verdade que todos temos alguma tentação para recorrer à auto-medicação», admitiu a médica Elisabete Sousa, que definiu os medicamentos sem receita como «aqueles que mesmo tomados para além das quantidades normais não produzem efeitos tóxicos».

Mário Santos disse concordar com a auto-medicação, «mas com reticências, dependendo da pessoa e da situação».

Ambos os técnicos de saúde se opõem à venda de medicamentos nos supermercados porque ali não há «qualquer aconselhamento aos utentes» e «todo o medicamento tem uma contraindicação».

Pior ainda é «recorrer à internet para se auto-medicar. É muito perigoso e é precisa saber bem o que estamos a consultar», sublinhou Elisabete Sousa.

Outro tema, abordado nesta mesa redonda, foi o da venda de suplementos através da publicidade televisiva. Trata-se de produtos que «não estão sujeitos a testes de segurança como os exigidos aos medicamentos. É preciso muito cuidado com estas vendas porque há muita proposta ilegal».