Cerca de 25 mil exames nacionais do ensino secundário foram afetados por erros na classificação automática, identificados em quatro disciplinas, levando à revisão das notas dos alunos durante a realização da segunda fase dos exames nacionais.
Os problemas foram detetados nas provas de Geografia, Física e Química A, História A e Português Língua Não Materna, devido a erros nas chaves de classificação automática de alguns itens. O EduQA, organismo responsável pelo processo de avaliação externa dentro do Ministério da Educação, divulgou esta quinta-feira os dados finais relativos ao impacto das falhas.
No total, foram analisadas 26.048 provas, tendo a maioria dos alunos beneficiado de uma atualização positiva das classificações. Ao todo, 17.223 notas subiram, enquanto 1.098 classificações foram reduzidas após a reavaliação dos resultados.
A disciplina mais afetada foi Geografia, com 12.053 provas impactadas. Neste caso, foram registadas 4.253 subidas de classificação e 73 descidas, depois de terem sido identificados três erros na chave de classificação automática — dois detetados inicialmente e um terceiro encontrado posteriormente.
Em Física e Química A, onde foi identificado um item incorretamente classificado, foram abrangidas 11.319 provas. Destas, 10.294 classificações aumentaram e 1.025 diminuíram.
Na prova de História A, o erro afetou 2.179 exames, com todas as classificações revistas a resultar em subida de nota. Já em Português Língua Não Materna, disciplina que não constitui prova de ingresso no ensino superior, foram abrangidas 497 provas, todas com melhoria da classificação.
O Júri Nacional de Exames (JNE) emitiu entretanto uma correção aos primeiros dados divulgados sobre o impacto das falhas, esclarecendo que os números inicialmente apresentados estavam incorretos. O organismo indicou que as alterações agora comunicadas não correspondem a uma nova correção das provas, mas sim à atualização das classificações resultante da revisão dos parâmetros automáticos.
As novas classificações foram enviadas para as escolas, que ficaram responsáveis pela emissão e afixação das novas pautas.
Apesar dos constrangimentos verificados no processo de classificação, os dados finais indicam que a grande maioria dos alunos afetados acabou por ver a sua nota melhorada, com impacto potencial no acesso ao ensino superior para alguns estudantes.



