COVID-19

COVID-19 -

Especialistas propõem plano de quatro níveis para levantamento de restrições

Share on facebook
Share on twitter

TÓPICOS

Share on facebook
Share on twitter

TÓPICOS

Raquel Duarte, especialista da ARS Norte e do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, apresentou, esta terça-feira, a proposta de continuidade para o Plano de Redução das Medidas Restritivas de Controlo da Covid-19, uma reunião com peritos sobre a situação epidemiológica em Portugal, na sede do Infarmed, em Lisboa.

Os especialistas compararam os casos do Reino Unido, que já suspendeu as medidas restritivas contra a covid-19, e de Israel, que tomou uma posição mais cautelosa (com certificado digital, máscaras em espaços fechados, e controlo de fronteiras), para definir uma proposta de plano para a redução das restrições em Portugal.

PUBLICIDADE

É proposto criar quatro níveis de segurança, de acordo com a vacinação da população, entre os quais haverá um progressivo levantamento de restrições (com o nível 1 a corresponder ao momento actual e o nível 4 ao momento em que for atingida a imunidade de grupo – com cerca de 85% da população vacinada, percentagem que pode, contudo, ter de vir a ser ajustada).

Para qualquer nível, explica Raquel Duarte, deve haver três regras fundamentais: ventilação e climatização adequada nos espaços fechados (com a especialista a frisar que é preciso planear este aspecto para o próximo Outono/Inverno), a utilização do certificado digital por rotina e a auto-avaliação de risco (isto é, cada pessoa deve estar a par dos perigos da vacinação incompleta, dos contactos de risco e da frequência de espaços com muitas pessoas).

MEDIDAS

Nesta linha, os especialistas propõem várias medidas gerais para as diferentes áreas da sociedade, cumprindo sempre as regras básicas do distanciamento físico, o uso de máscara em ambiente fechado e eventos públicos, e evitando aglomerações não controladas.

É proposta a manutenção do controlo de mobilidade nas fronteiras marítimas, terrestres e aéreas.

Em termos laborais, deve manter-se o desfasamento de horários e o teletrabalho sempre que possível.

Ao nível da restauração: o número permitido de pessoas de pessoas à mesa, em ambiente interior e exterior, deve aumentar conforme o nível de segurança.

Os grandes eventos em espaço delimitado devem ter definidos circuitos de circulação e lugares para casa pessoa, de modo a cumprir-se o distanciamento físico. Se os eventos forem em espaço não delimitado, não devem ocorrer, pelo menos durante a vigência dos níveis 1 e 2 de segurança.

A lotação nos eventos de grandes dimensões deverá também aumentar conforme os níveis de segurança avancem.

Em relação aos transportes públicos, mais uma vez, é sublinhada a aposta na climatização (com aparelhos de filtração do ar e monitores de CO2, ou, quando isso não for possível, a manutenção das janelas abertas), a promoção do distanciamento físico e o uso obrigatório de máscara.

Pelo contrário, na circulação na rua, ao ar livre, a máscara deve poder cair a partir do nível 2 de segurança (à excepção das situações em que não é possível cumprir o distanciamento físico).

Foram ainda mencionados os casamentos e baptizados em ambiente fechado, cuja capacidade e lotação aumentarão também ao longo dos níveis de segurança.

Já na praia e campismo, deve manter-se o distanciamento físico e o uso de máscara em espaços comuns (como bares) ou em situações de aglomeração, assim como deve ser limitado o número de pessoas por metro quadrado.

Para os especialistas, o mais prudente é mesmo manter as medidas de protecção individual enquanto se aposta na vacinação.

Share on facebook
Partilhe este artigo no Facebook
Share on twitter
Twitter
COMENTÁRIOS
OUTRAS NOTÍCIAS

Acesso exclusivo por
um preço único

Assine por apenas
2€ / mês
* Acesso a notícias premium e jornal digital por apenas 24€ / ano.