A médica Emuna Mia foi suspensa do exercício da profissão e ficou proibida de se ausentar do país, no âmbito do processo que investiga um alegado esquema de fraude relacionado com reformas antecipadas da Segurança Social.
Por decisão judicial, conhecida esta sexta-feira, a arguida terá ainda de entregar o passaporte e está proibida de contactar com todos os médicos que tenham intervindo nos processos dos seus utentes junto da Segurança Social, bem como com os restantes arguidos no processo.
Já os médicos Pedro e João Barreira, conhecidos publicamente como os “twin docs”, ficaram sujeitos à medida de coação de Termo de Identidade e Residência (TIR).
Também a funcionária Florisbela Matias foi constituída arguida e ficou sujeita às mesmas restrições de contacto impostas à médica Emuna Mia, estando ainda proibida de frequentar a residência e os consultórios desta.
Os quatro arguidos respondem por alegados crimes de corrupção, falsificação de documentos, fraude à Segurança Social e burla qualificada.
Segundo a investigação, o alegado esquema terá começado há cerca de seis anos e estará relacionado com a obtenção fraudulenta de reformas antecipadas. O caso foi tornado público através de uma investigação jornalística da SIC e encontra-se agora em fase de instrução judicial, tendo sido aplicadas as respetivas medidas de coação aos arguidos.



