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Fátima, sempre foi, já é e será sempre mais (52)

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Por Salvador de Sousa

Após a provisão da comissão canónica nomeada, no dia 3 de maio de 1922, para estudar as Aparições de Fátima, a decisão foi lenta e só no dia 14 de abril de 1929 é que lavrou o relatório final que foi entregue ao Prelado que se pronunciou, apenas, na Pastoral «A Divina Providência» no dia 13 de outubro de 1930, após 13 anos da última Aparição na Cova da Iria.

Vou apresentar a cronologia dos principais acontecimentos da interação havida entre a Hierarquia Episcopal e a Comissão Canónica atá à decisão final:

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– 22 de setembro de 1921 – O Bispo de Leiria visita, pela primeira vez, a Cova da Iria;

– No mesmo ano, 13 de outubro, foi celebrada a primeira missa campal no local das Aparições;

– 3 de maio de 1922, como já se disse, foi assinada a Provisão para se poder analisar os acontecimentos de Fátima;

– No mesmo ano, 13 de outubro, foi distribuído o primeiro jornal “Voz de Fátima”;

– 14 de junho de 1924 – criação da obra dos Servitas (homens);

– 6 de outubro de 1925 – É publicada pelo Bispo de Leiria a Provisão do regulamento das peregrinações, dando autorização aos sacerdotes peregrinos, fora da Diocese, para ministrar o Sacramento da Confissão na Cova da Iria;

– 6 de maio de 1926 – criação da Obra das Servitas (senhoras);

– O Arcebispo de Évora, no mês de agosto seguinte, vem à Cova da Iria, anonimamente;

– Ainda no mesmo ano, 1 de novembro, a Cova da Iria é visitada pelo Núncio Apostólico, em Lisboa, Monsenhor Nicrota. Ficou estupefacto com a devoção daqueles peregrinos, verificando, in loco, a grandeza divina do local. Veio a Leiria presidir às festas centenárias da morte de S. Francisco, querendo, uma vez ali, visitar a Batalha, manifestando, a seguir, ao Bispo de Leiria o desejo de ir a Fátima, aparecendo de surpresa. O representante de Sua Santidade interiorizou na sua alma a credibilidade dos acontecimentos de Fátima, saindo do recinto bastante comovido. Esta visita motivou mais os bispos e outros clérigos a visitar a Cova da Iria sem receio;

– 13 de dezembro do mesmo ano – O Prelado do Funchal celebra a Missa dos doentes, sendo o primeiro Bispo a concretizar este ato no local das Aparições;

– 26 de junho de 1927 – Bênção das Estações da Via-Sacra, pelo Bispo de Leiria, desde o caminho do Reguengo à Cova da Iria. Foi o seu primeiro ato público neste local, após dez anos das Aparições;

– 15 de agosto do mesmo ano – O Arcebispo de Braga visita Fátima;

– 17 do mesmo mês e ano – Entra em funções o 1º Reitor do Santuário nomeado pelo Bispo da Diocese, sendo, a partir desta data, exposto, perenemente, o Santíssimo Sacramento, na altura, na Capela das Confissões;

– 13 de outubro de 1927 (mesmo ano) – O Bispo de Beja visitou Fátima, sendo o orador na Missa dos doentes;

– 15 de janeiro de 1928 – É legalizada, canonicamente, a Confraria de Nossa Senhora do Rosário de Fátima;

– 13 de fevereiro do mesmo ano – O Bispo de Angra vem a Fátima;

– 13 de abril seguinte – Fátima é visitada pelo Bispo de Meliapor (antiga Diocese portuguesa de S. Tomé de Meliapor, Arquidiocese de Goa, no sudeste da Índia, fundada pelo Papa Paulo V, no dia 9 de janeiro de 1606, e extinta em 1952);

– 13 de maio seguinte – Bênção da 1ª pedra para a construção da Basílica pelo Arcebispo de Évora;

– 12 de maio de 1929 – Benzido o motor da central elétrica do Santuário que é inaugurada pelo Presidente da República, General Óscar Carmona;

– No dia seguinte – O Bispo do Algarve traz uma numerosa peregrinação da sua Diocese. É inaugurado, também, o Albergue/Hospital de Nossa Senhora do Rosário de Fátima com a finalidade de acolher os peregrinos doentes;

– 13 de outubro de 1930 – É publicada a Carta Pastoral denominada “ A Divina Providência” que declara, finalmente, dignas de crédito as visões dos Pastorinhos.

Principal fonte destas crónicas: “Fátima Altar do Mundo”, 3 volumes, sob a direção literária do Dr. João Ameal da Academia Portuguesa da História; direção artística de Luís Reis Santos, historiador de arte e diretor do Museu Machado de Castro, Coimbra… 3 volumes, 1953, 1954 e 1955, respetivamente.

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