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Fátima, sempre foi, já é e será sempre mais (54). A Igreja começa a marcar presença em Fátima

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As Aparições de Fátima, como já se disse, foram declaradas dignas de crédito através da Carta Pastoral “A Providência Divina” do Bispo de Leiria, D. José Alves Correia da Silva, no dia 13 de Outubro de 1930. A partir daí, o Episcopado Português começou a visitar Fátima com frequência, marcando a sua presença com as primeiras cerimónias públicas na Cova da Iria. Os peregrinos não precisaram desta data para considerarem fidedignas as Aparições. Podemos considerar que a gente de fé, nestes fenómenos divinais, foi alertando a Igreja para reagir positivamente a tudo o que os Pastorinhos sempre revelaram. Por isso, a Igreja apenas, após imensas provas de tantos prodígios, mormente os milhares de peregrinos que visitavam este local com muita devoção, é que reconheceu Fátima como o local onde a Virgem Maria quis revelar-se, transmitindo a sua mensagem através daquelas humildes crianças. 

D. Domingos Maria Frutuoso, Bispo de Portalegre, Dominicano, Ordem dos Pregadores, foi o primeiro a presidir a um solene “Pontifical” no local sagrado de Fátima, num dia muito especial para a Igreja, 25 de Março de 1931, dedicado ao Mistério da Anunciação da Santíssima Virgem. Foi a primeira celebração relevante na Cova da Iria.

Logo a seguir, no dia 13 de Maio, 13 bispos de Portugal (dois não puderam estar presentes) reuniram-se em Fátima, praticamente todo o Episcopado português, para celebrar o 15º aniversário do início das Aparições de Nossa Senhora aos pastorinhos. D. Manuel Gonçalves Cerejeira (na crónica anterior, por lapso, escrevi D. António Cerejeira), Cardeal Patriarca de Lisboa, nomeado no dia 18 de novembro de 1929, fez o anúncio desta peregrinação nacional da seguinte maneira: 

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«Que vão fazer a Fátima, no próximo dia 13 de Maio, os Bispos de Portugal?

Vão agradecer oficialmente, como os Pontífices do seu povo, a graça que Nossa Senhora lhe fez de descer até junto dele.

A Rainha do Céu pôs o seu trono de misericórdia em Fátima.

Depois de se ter pronunciado, após longo e escrupuloso exame, a Autoridade competente, que é o Bispo da feliz Diocese das Aparições , já não há lugar para qualquer reserva por parte dos Chefes espirituais da Nação portuguesa.

… Os Bispos de Portugal vão a Fátima para agradecer a Nossa Senhora a sua visita à terra portuguesa e consagrar-lhe-ão, em homenagem de filial devoção, a sua Pátria, a fim de que a Rainha do Céu a guarde e proteja como coisa sua.» Os prelados, no final das cerimónias, fizeram a consagração de Portugal ao Coração Imaculado de Maria.

Esta primeira peregrinação nacional juntou, à volta, de 300 mil pessoas, sendo distribuídas 30.000 partículas no momento da Comunhão, inscrevendo-se, no gabinete médico, 269 doentes que inspiravam bastantes cuidados.

Fátima representa um grande mistério aos olhos da humanidade, a Igreja apenas confirmou o que, praticamente, por todo o mundo, já era sabido e mais que confirmado por tudo o que foi acontecendo, desde a visão do Anjo até ao milagre da Aparição do dia 13 de Outubro de 1917. Deus revelou-se e continua a revelar-se naquele local abençoado de Portugal, como o Altar do Mundo. As forças anticlericais e, num momento em que a Igreja não se revelava, não conseguiram, com a sua revolta e sua raiva, demover aqueles inocentes e toda a força crescente de pessoas fervorosas que, sem medo, visitavam e queriam assistir àquelas divinais visitas da Virgem Maria.

Rejubilemos, povo crente desta lusa terra, cantemos hinos de glória e agradeçamos, convictamente, a Deus e à Virgem Maria o facto de nos ter escolhido para revelar ao mundo a sua mensagem de Mãe Bondosa.

Termino esta crónica, pedindo a Nossa Senhora de Fátima, neste momento de sofrimento, que nos acuda e nos proteja. O mundo precisa de incrementar a sua mensagem de paz, de amor e de esperança. Confiemos, fervorosamente, na sua proteção.

 

Principal fonte destas crónicas: “Fátima Altar do Mundo”, 3 volumes, sob a direção literária do Dr. João Ameal da Academia Portuguesa da História…

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