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Fátima, sempre foi, já é e será sempre mais (65). Nossa Senhora, Mãe de Deus, a Rainha Peregrina

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Nossa Senhora, na sua vida terrena, foi uma mulher peregrina como nos relatam os evangelhos. S. Lucas que, com certeza, ouviu, tantas vezes, da parte de Maria Santíssima os seus testemunhos, os seus conselhos, os seus desabafos, pois ao falar da infância de Jesus, conta-nos as suas várias deambulações pelas montanhas da Judeia na visita que fez à sua prima Isabel, mãe do Precursor, S. João Batista; a deslocação a Belém com José, num estado avançado da sua gravidez, por causa de cumprirem o dever de se registar, acabando por dar à luz o Messias prometido; a fuga para o Egito, fugindo à ferocidade de Herodes; a ida a Jerusalém, após 40 dias do nascimento de Jesus, apresentando o Menino para a Cerimónia de Purificação no Templo de Jerusalém; todos os anos, pela festa da Páscoa Judaica, S. José e a Virgem Maria deslocavam-se a Jerusalém, incluímos, aqui, a sua viagem quando Jesus tinha doze anos que pasmou os doutores da lei com os seus argumentos; a ida a Caná da Galileia a uma boda, onde Jesus fez o Seu primeiro milagre, transformando a água em vinho; acompanhou, com certeza, em diversas alturas,  Jesus na Sua vida pública; acompanhou Cristo na Sua Paixão, subindo ao Calvário; esteve com os apóstolos no Cenáculo e tantas outras caminhadas teria feito por ordem do Espírito Santo que habitava n’Ela.

Maria, «agora que vive gloriosa no Céu não deixa de, solícita, velar pela humanidade de quem é filha, como verdadeira descendente de Adão», revelando ao mundo a mensagem divina. Temos o exemplo da aparição a Santa Catarina Labouré, em “Rue du Bac”, Paris,1830; a duas meninas, de 11 e 15 anos, as chamadas aparições de La Salette, em França, no dia 19 de setembro de 1846; a Santa Bernardette Soubirous, com 14 anos de idade, em Lourdes, no dia 11 de fevereiro de 1858… Outras manifestações, ao longo da história, foram reveladas pelo Coração Imaculado de Maria, consolando a humanidade, sobretudo em momentos trágicos e atentados à Santa Igreja.

Em plena 1ª guerra mundial e num momento em que a igreja vinha a sofrer vários tumultos e perseguições em diversas partes do mundo com o intuito de destruir a obra de Cristo, vinte vezes secular (2000 anos), eis que Nossa Senhora peregrina à Cova da Iria, transmitindo a três criancinhas uma mensagem de esperança, de amor e de paz, onde o sobrenatural se patenteia em tão inúmeros prodígios, num local que, hoje, se respira um ar celestial, um ar de uma paz espiritual difícil de descrever em que os nossos sentidos presenciam algo de enigmático. Uma mensagem profética que se foi evidenciando ao longo dos tempos até aos dias de hoje e jamais se apagará.

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A mensagem de Fátima não se destina só a Portugal, o seu universalismo é bem visível e também não se destina só à Igreja Católica, mas a todas as religiões e povos de qualquer crença, numa perspetiva de convite que a Rainha do Universo chama para o Seu Filho, Cristo-Rei da humanidade, e que a todos quer salvar. 

Há uma sobrenaturalidade em tudo o que Fátima representa, pois as extraordinárias peregrinações da Nossa Senhora de Fátima, por Portugal e pelo mundo, são uma grande prova desse sabor a Divino, patente em tantos prodígios que tem realizado nestas saídas da Cova da Iria: conversões de gentes, curas e tantos outros milagres, sendo visíveis as enormes multidões que querem acolher vivamente a Rainha do Universo, a Peregrina do Mundo que nas suas aparições a Santa Catarina, em 1833, na Rue du Bac, em Paris, trazia nas mãos um globo, sendo, mais tarde, coroada, em Fátima, como Rainha do Mundo. A Igreja instituiu a festa litúrgica da realeza da Virgem Santíssima que os povos da terra de Santa Maria sempre tiveram uma fé ardente. É caso para se dizer que se cumpriu o que escreveu, há quase dois séculos, a vidente da “Rue du Bac”, em Paris:

– «Oh! Que bom será quando se ouvir dizer: Maria é a Rainha do Universo! Há de ser levada qual estandarte e dará a volta ao mundo.» Foi desta maneira que Santa Catarina Labouré, divinalmente, já previa o grande acontecimento de Fátima, admirado e honrado pelo “orbe católico.”

 

Principal fonte destas crónicas: “Fátima Altar do Mundo”, 3 volumes, sob a direção literária do Dr. João Ameal da Academia Portuguesa da História; direção artística de Luís Reis Santos, historiador de arte e diretor do Museu Machado de Castro, Coimbra; realização e propriedade de Augusto Dias Arnaut e Gabriel Ferreira Marques, composição e impressão – Companhia Editora do Minho, Barcelos, editada pela Ocidental Editora, Porto, em 1953 (Papel fabricado especialmente pela Companhia do Papel do Prado em Tomar)

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