O Governo português está a acompanhar o processo de transladação dos corpos das duas médicas portuguesas que morreram na quarta-feira num acidente rodoviário na ilha espanhola de Formentera, garantindo apoio às famílias e às diligências necessárias para o regresso das vítimas a Portugal.
A informação foi confirmada pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, que revelou que o Executivo está em contacto permanente com a equipa consular portuguesa no terreno.
“Desde o primeiro momento que estamos em contacto permanente com a nossa equipa consular no terreno. Esta acompanha as autoridades locais e os trâmites legais, bem como acompanha todos os momentos junto das respetivas famílias. Estamos a assessorar tudo o que é necessário para que a transladação ocorra com a maior brevidade, e as cerimónias possam ter lugar”, afirmou o governante, em declarações à agência Lusa.
As vítimas, Teresa Pinheiro, de 30 anos, e Rita Rebelo, de 31, eram médicas e encontravam-se de férias em Formentera, integrando um grupo de oito colegas da Nova Medical School.
Segundo informações transmitidas por familiares, o acidente ocorreu pouco depois da chegada do grupo à ilha. Após desembarcarem no porto de Formentera, os oito amigos alugaram um automóvel e duas motas para percorrer o curto trajeto até ao hotel.
Enquanto o carro e uma das motas chegaram normalmente ao destino, a segunda mota, onde seguiam Teresa Pinheiro e Rita Rebelo, nunca apareceu. Perante a demora e a impossibilidade de contactar as duas jovens, os restantes elementos do grupo iniciaram buscas, acabando por encontrar a estrada cortada devido ao acidente.
De acordo com as informações recolhidas no local, a mota em que seguiam as duas médicas colidiu com um táxi, tendo ambas sofrido ferimentos fatais. As vítimas morreram no local do acidente, chegando ao hospital já sem sinais de vida.
Os pais das duas médicas já se encontram em Formentera, onde aguardam a conclusão dos procedimentos legais. Os corpos serão inicialmente transportados para Ibiza, onde serão submetidos a autópsia, seguindo posteriormente para Portugal.
Os restantes seis amigos permanecem na ilha para prestar apoio às famílias e acompanhar o desenrolar dos procedimentos.
Na quarta-feira, o Presidente da República, António José Seguro, manifestou o seu profundo pesar pela morte das duas jovens médicas, apresentando condolências às famílias e amigos das vítimas.



