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Grão a grão, enche a galinha o papo

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Opinião de Gilberto Alves

 

Com o Banco Central Europeu a querer travar a subida da inflação na zona euro, com aumento das taxas de juro (EURIBOR), e o Banco de Portugal a limitar os prazos de maturidade para a contratação de crédito habitação, os últimos tempos têm sido desafiantes para quem está a pensar comprar a sua habitação.

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Com a EURIBOR a 12 meses a entrar em valores positivos, inúmeras pessoas questionam qual a melhor taxa: variável, fixa ou mista. Taxa variável, como o nome refere, indica que esta se vai alterando ao longo do financiamento mediante a oscilação da EURIBOR. A taxa fixa mantém-se inalterada durante o prazo do financiamento e, a taxa mista, permite que nos primeiros anos que esta se mantenha fixa e, no restante período, variável.  

Esta escolha não é uma decisão fácil! Um perfil mais conservador quer saber com o que vai contar ao longo do financiamento, tornando a taxa fixa a melhor opção. Por outro lado, se o foco é uma prestação mais baixa, então aí justifica manter a taxa variável, uma vez que, apesar da subida da EURIBOR, a prestação ainda fica aquém do que se estiver anexada a taxa fixa, o que representa uma poupança efetiva mensal. Seja qual for a opção inicial, a qualquer altura pode rever estas condições de financiamento.

Enquanto gestor de crédito recomendo outras formas de poupar alguns euros ao final do mês com o seu crédito habitação. A questão dos seguros inerentes a estes financiamentos permite uma poupança significativa ao final do mês, principalmente o seguro de vida associado, onde fazer fora da instituição bancaria pode permitir um ganho de cerca de 60% do valor do prémio do seguro, o que apesar do agravamento do SPREAD em cerca de 0.05% para quem tome esta posição, mantem uma economia muito superior ao aumento da prestação.

Outro ponto importante na altura de contratar ou transferir o seu crédito habitação são os custos de manutenção de conta e produtos associados. Devemos ter atenção ao valor mensal da manutenção de conta, preço da anuidade do cartão de débito e crédito e por vezes alguns produtos/seguros que não são os diretamente ligados ao crédito habitação.

 Existe ainda a possibilidade de estudar a transferência do seu crédito habitação para outra instituição bancária, sendo que parte delas assumem as despesas do processo.

Tudo isto são pequenos valores que no final do mês podem não parecer muito, mas multiplicado por doze meses e pelo número de anos do contrato vai tornar-se um valor bastante significativo. Grão a grão, enche a galinha o papo!

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