O município de Guimarães assinou esta sexta-feira protocolos com o Ministério do Ambiente para ter a primeira praia fluvial no concelho e para a requalificação do Jardim D. Afonso I, com a ambição de ter as obras concluídas em 2027.
A assinatura dos documentos decorreu no Palácio Vila Flor, em Guimarães, entre o presidente da Câmara de Guimarães, Ricardo Araújo (PSD/CDS-PP), e a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, iniciativa integrada no programa associado ao Conselho de Ministros.
Um dos protocolos visa a intervenção de reabilitação e valorização do rio Ave (Zona de Recreio e Lazer do Vaqueiro), na União das Freguesias de Souto Santa Maria, Souto São Salvador e Gondomar, enquanto o outro prende-se com a requalificação do Jardim D. Afonso I, na zona nobre da cidade, inserida no âmbito do programa para o restauro de ecossistemas urbanos.
Em declarações aos jornalistas, a ministra do Ambiente lembrou que a indústria mudou, sublinhando que “é preciso restaurar o que ficou dessa indústria do passado”.
“Hoje há dois projetos emblemáticos: um é o jardim, o parque Afonso I, que está no centro da cidade, que liga a zona histórica à universidade, ligando o passado ao futuro, que vai ser muito frequentado pelos alunos, pelos jovens, pela população de Guimarães e pelos visitantes”, salientou Maria da Graça Carvalho.
A governante acrescentou que o futuro e renovado espaço, “um projeto importante para a cidade” de Guimarães, vai também permitir diminuir a temperatura nos dias quentes.
“Porque vai ter sombra, vai ter água, porque tem uma ribeira que vamos restaurar, superfícies de água, tornando o ambiente confortável, simpático e muito verde, com espaço arbóreo, que melhora muito a qualidade do ar”, vaticinou a ministra do Ambiente.
Quanto ao segundo projeto, no rio Ave, Maria da Graça Carvalho revelou que “em menina” chegou a dar mergulhos naquele rio, lembrando os problemas de poluição que o rio teve durante décadas.
“No rio Ave teremos uma praia balnear. Só temos uma praia fluvial quando a qualidade da água é excelente. Essa é a condição verificada pela Agência Portuguesa do Ambiente. Isso significa que o rio Ave, que durante muitos anos teve problemas de poluição, também devido às indústrias que tinha na sua margem, foi recuperado”, frisou a governante.
O próximo passo é a criação de infraestruturas que permitam que se considere praia fluvial.
“Tudo faremos para que no próximo ano já haja aqui oficialmente a praia fluvial no rio Ave, que é a primeira em Guimarães”, afirmou a ministra do Ambiente.
Quanto ao investimento, o Ministério do Ambiente, através do Fundo Ambiental, vai cofinanciar a primeira das três fases da requalificação do Jardim D. Afonso I em 400 mil euros, adiantando que a obra, no total, incluindo verbas do Fundo Ambiental e do município, rondará os quatro milhões de euros.
Para a requalificação e criação da primeira praia fluvial certificada no concelho, o Fundo Ambiental vai comparticipar com meio milhão de euros, ficando o restante a cargo da Câmara de Guimarães.
“O Ministério do Ambiente vai comparticipar, vai financiar a requalificação de duas zonas que classifico de grande importância. A primeira, para a criação do Jardim Afonso I, uma zona nobre da nossa cidade, uma ligação entre a universidade e a zona histórica do Castelo, Paço dos Duques e Campo de São Mamede. Na transformação e requalificação desse jardim urbano de um parque botânico em Guimarães”, afirmou, por seu lado, o presidente da Câmara de Guimarães.
Quanto à futura praia fluvial certificada no concelho, é, segundo Ricardo Araújo, “o cumprir com um objetivo antigo”.
“E em ano em que somos Capital Verde Europeia, em que estamos a lançar tantos objetivos e desafios para o futuro, ter os meios necessários para concretizar este objetivo de termos a primeira praia fluvial, localizada na zona norte do concelho, contribuiu para esse grande objetivo para o futuro”, destacou o autarca, em declarações aos jornalistas.
Ricardo Araújo assume o desejo de lançar ambas as empreitadas até ao final deste ano.
“São obras que eu gostava de lançar ainda este ano com o objetivo de poderem sem concluídas no próximo ano. Há a fase ainda de estudos de projeto, que tem de ser desenvolvidos. O protocolo prevê isso e ambição é essa: chegar a 2027 com estes projetos concluídos”, assumiu.



