Assinalaram-se, ontem (dia 27 de julho), 36 anos desde que o último Citroën 2CV saiu da linha de produção do Centro de Produção de Mangualde, um momento que marcou o fim da fabricação mundial de um dos automóveis mais emblemáticos da história.
Eram 16h30 de 27 de julho de 1990 quando o derradeiro exemplar do popular modelo deixou as instalações da fábrica mangualdense, encerrando um ciclo iniciado décadas antes e que transformou o Citroën 2CV num símbolo de mobilidade, simplicidade e inovação.
Ao longo do período de produção em Mangualde, foram fabricadas 81.882 unidades do lendário automóvel, contribuindo para afirmar a unidade industrial como uma referência da indústria automóvel portuguesa e europeia.
Mais do que um veículo, o 2CV tornou-se um ícone cultural, associado a várias gerações e presente na memória coletiva de milhares de portugueses. Em Mangualde, representa também um legado de trabalho e dedicação, perpetuado pelos muitos trabalhadores que passaram pela fábrica e ajudaram a consolidar a forte tradição industrial do concelho.
O encerramento da produção do modelo, em 1990, marcou o fim de uma era para a marca francesa, mas não diminuiu o prestígio de um automóvel que continua, ainda hoje, a reunir admiradores em todo o mundo e a ser presença habitual em concentrações e encontros de veículos clássicos.
Trinta e seis anos depois, o último Citroën 2CV produzido em Mangualde continua a simbolizar um momento histórico para a indústria automóvel nacional, perpetuando o papel do concelho na história de um dos modelos mais carismáticos alguma vez produzidos.



